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Comitiva numerosa tenta geminação e bons negócios

Câmara do Cartaxo representada no Fórum Mundial do Vinho em Logroño

Os vereadores do PSD na Câmara do Cartaxo consideram “aberrante” a comitiva de dez elementos que irá seguir na viagem a Logroño.

Edição de 22.03.2006 | Sociedade
Uma comitiva de dez pessoas, liderada pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), vai estar presente no Fórum Mundial do Vinho, a realizar em Logroño, Espanha, entre 27 e 30 de Março.O objectivo passa por acelerar o processo de geminação entre o Cartaxo e aquela cidade espanhola, com a possibilidade de assinatura de um pré-acordo.Segundo Paulo Caldas, trata-se de uma boa oportunidade para dar visibilidade ao Cartaxo e ao Ribatejo como regiões produtoras de vinho numa organização que reúne produtores e especialistas de todo o mundo.“Vamos tentar concretizar um pré-acordo de geminação com Logroño para que esse processo se possa traduzir em possibilidades de negócio para muitas centenas de produtores”, reforçou o autarca.Logroño é a capital da região de Rioja, uma região demarcada de produção de vinho do norte de Espanha, dos mais conhecidos a nível internacional. Paulo Caldas salientou a intervenção que o director do Museu Rural e do Vinho, António Nabais, vai fazer no Fórum Mundial do Vinho, sob o tema “O património vitivinícola e o desenvolvimento turístico e económico”. Além de Paulo Caldas e António Nabais, no grupo para Logroño seguem os presidentes da Adega Cooperativa do Cartaxo (João Antunes) e da Comissão Vitivinícola Regional Ribatejana (Pedro Castro Rêgo), um representante da Viticartaxo (João Aleixo) e o presidente do Núcleo Nersant do Cartaxo, Jorge Pisca. Completam a comitiva o vereador Francisco Casimiro, o presidente da Junta de Vila Chã de Ourique, Luís Nepomuceno (PS), além do chefe de gabinete de Paulo Caldas, José Arruda, e o assessor de vereadora Rute Ouro (PS), Victor Varela.Uma situação que deixou em “estado de choque” os vereadores do PSD na Câmara do Cartaxo. Manuela Estêvão deixou críticas ao número de elementos que irá acompanhar Paulo Caldas a Espanha.“É aberrante que peça sacrifícios às pessoas e que pratique esta política despesista de dinheiros públicos que sempre criticámos. O PSD quer saber quanto vai custar esta deslocação”, exigiu a autarca social-democrata. Acrescentou ainda que não está contra o processo de geminação mas sustentou que a deslocação do presidente acompanhado de outro elemento seriam suficientes para a deslocação. Paulo Caldas esclareceu no final da reunião de câmara que a deslocação a Logroño ira ser financiada em 60 por cento por fundos comunitários, com um custo total de 2.500 euros para os cofres camarários.O edil do Cartaxo sublinhou que o seu staff e da vereação está a fazer um bom trabalho em organizações no mesmo género e preferiu destacar o bom negócio para o sector do vinho que pode sair da visita a Espanha.Ricardo Carreira

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