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Junta de Freguesia de Alverca atribui subsídios às colectividades

As colectividades de Alverca que se dedicam à cultura e ao desporto receberam os subsídios da junta de freguesia. Pequenas verbas que são grandes ajudas para quem sabe viver com a dificuldade.

Edição de 22.03.2006 | Sociedade
A Junta de Freguesia de Alverca assinou, na passada sexta-feira, 17 de Março, protocolos com oito colectividades desportivas e culturais da freguesia. Ao todo foram entregues 23 800 euros que visam a promoção do desporto, do folclore e da música junto das camadas mais jovens da população de Alverca.Alfredo Ferreira é peremptório ao afirmar que o dinheiro vai “ajudar bastante” a Casa do Povo de Arcena, que “financeiramente, vive momentos difíceis”. Para a dinamização do folclore a Casa do Povo recebeu 900 euros, relativos ao corrente ano, e para a formação na escola de música da instituição 1600 euros. Entre as actividades a desenvolver ao longo de 2006, e no que toca ao folclore, o presidente da instituição destaca a Festa do Folclore, a realizar em Junho, e o aniversário do rancho no mesmo mês. Para Novembro, estão já a ser pensadas as comemorações do aniversário do Coro e Orquestra.O presidente da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense (SFRA), Sérgio Leitão, louva o esforço feito pela junta de freguesia para, apesar da crise económica, não retirar estes apoios às colectividades. Este responsável lamenta que a administração não tenha a mesma postura em termos de apoios que as autarquias locais, porque assim “seria mais fácil”.Preocupado com o que considera ser “um futuro não muito risonho” pelo facto de serem sempre as mesmas pessoas envolvidas nos projectos associativos, defende que a aposta tem que ser feita na cativação da juventude para o associativismo. A pagar 6500 euros por mês do empréstimo bancário da construção da nova sede, os 1600 euros atribuídos pela junta de freguesia para este ano são “importantíssimos” para a SFRA. Paralelamente, a colectividade recebeu 2750 euros da junta de freguesia para a promoção da prática de basquetebol.O Futebol Clube de Alverca (FCA) foi a colectividade que viu o valor do subsídio sofrer o maior corte, 50 por cento. O vice-presidente do clube, Vítor Ferreira, diz que a colectividade tem consciência das dificuldades financeiras da junta e, por isso, os 7500 euros que receberam para o corrente ano são bem vindos. Destinada à manutenção do campo relvado do FCA, esta verba fica, no entanto, muito longe daquilo dos reais custos para o clube. A passar por uma fase particularmente difícil, depois de não terem tido equipa sénior durante esta época, Vítor Ferreira apela aos sócios para que não desistam do FCA. “Agora é que precisamos da ajuda dos sócios”, reforça o dirigente. Os grandes objectivos do clube para os próximos tempos são, de acordo com o vice-presidente, o regresso da equipa sénior no próximo ano e a construção do centro de estágio. A colectividade recebeu, ainda, 2 400 euros destinados à promoção da patinagem artística na freguesia.Valores inferioresNa cerimónia de assinatura dos protocolos de sexta-feira foram também entregues subsídios ao Grupo Desportivo dos Bombeiros Voluntários de Alverca, mil euros, para a promoção do ténis de mesa, ao Centro Social e Cultural do Bom Sucesso e ao Grupo Etnográfico Danças e Cantares de Arcena, a ambos no valor de 900 euros, para a dinamização do folclore. A Junta de Freguesia de Alverca atribuiu, ainda, um subsídio à Escola Secundária Gago Coutinho no valor de 750 euros pela utilização do pavilhão da escola para a prática de basquetebol. Ao União Juventude de Alverca foi atribuída a verba de 3500 euros com vista à dinamização do andebol junto dos mais jovens. O presidente da Junta de Freguesia de Alverca, Afonso Costa, reconhece que as verbas atribuídas ficam “aquém daquilo que as colectividades necessitam”. Contudo, refere que as dificuldades financeiras por que atravessam as autarquias limitam os apoios. Segundo Afonso Costa, a junta procurou manter o valor dos subsídios atribuídos no ano passado, que rondou os 30 mil euros. Para alcançar este objectivo, o corte de 50 por cento ao FCA foi necessário para “nenhuma das colectividades ficasse de fora” e os valores atribuídos fossem mais equilibrados. De fora da assinatura de protocolos ficaram as duas escolas de fado de Alverca. Segundo Afonso Costa, o fracasso de um acordo com a Santa Casa da Misericórdia para a cedência do salão para ser utilizado pelas duas escolas levou à não assinatura do protocolo que previa a atribuição de 275 euros a cada escola. No entanto, o autarca adianta que as escolas serão apoiadas pontualmente nas iniciativas que realizarem. Presente na cerimónia, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira felicitou as colectividades pelo trabalho desenvolvido na cidade de Alverca. Alberto Mesquita aproveitou a oportunidade para anunciar que está para breve a entrega dos subsídios às colectividades do concelho por parte da câmara municipal.
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