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Registo de aves a meio gás

Registo de aves a meio gás

Directiva da Direcção Geral de Veterinária com pouca adesão

Os detentores de aves são obrigados a fazer o registo das mesmas, mas até ao momento foram poucos os que declararam os seus efectivos.

Edição de 22.03.2006 | Sociedade
Desde o dia 6 de Março que todos os detentores de aves devem proceder à declaração da respectiva existência à junta de freguesia da área de residência ou, na sua impossibilidade, ao médico veterinário municipal, mediante a entrega de uma declaração aprovada pela Direcção Geral de Veterinária (DGV).No entanto, pelo que O MIRANTE conseguiu apurar, em certos locais contam-se pelos dedos de uma mão as pessoas que, até ao momento, foram registar as suas aves. Mesmo nas freguesias rurais, onde abundam galináceos e outras aves, a população não está a registar os seus efectivos avícolas.É o caso da freguesia de Ulme, concelho da Chamusca. Segundo o presidente da junta, António Peixinho, até 15 de Março apenas duas pessoas tinham registado as suas aves. Número idêntico ao da freguesia de Paialvo, no concelho de Tomar.Esta aparente falta de interesse pode justificar-se também pela falta de informação. A notícia da obrigatoriedade do registo foi difundida por vários meios de comunicação social, mas as juntas não foram ouvidas nem receberam qualquer comunicação oficial, pelo que não emitiram sequer um edital.“Ninguém nos contactou. Ouvimos a notícia na comunicação social, a câmara é que nos facultou um ofício que tinha recebido e fomos à internet retirar as declarações”, explica Manuel Luís Salgueiro, presidente da Junta de Freguesia do Cartaxo.Embora estejam a receber os registos das aves, os autarcas não sabem o que fazer com eles. A maioria está a guardar os papéis à espera que alguém lhes diga o que fazer.Das juntas contactadas aleatoriamente por O MIRANTE, a única que diz ter recebido informação é a de Samora Correia. O presidente, Hélio Justino, explicou ao nosso jornal que a autarquia recebeu um e-mail da Direcção Regional de Agricultura com informação sobre o registo das aves, embora só alguns dias depois da DGV tornar a medida obrigatória. A junta espalhou editais pela freguesia e tem havido muita gente a registar os seus animais.Contactado pelo nosso jornal, o director dos Serviços Regionais de Veterinária da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste, Carlos Apolinário, reconheceu que tem havido algumas dificuldades na partilha de informação com as juntas de freguesia. Mas acredita que em breve o problema esteja ultrapassado.Apesar de não ter um número concreto para divulgar, Carlos Apolinário garante que já houve muita gente a proceder ao registo das aves. O responsável está confiante que as pessoas declarem os animais que possuem até porque se for necessário proceder a um abate maciço ou localizado é preciso saber onde estão e quantas são as aves.O responsável pelos Serviços Regionais de Veterinária diz que, à luz dos conhecimentos actuais, há um nível reduzido de possibilidade de pandemia, mas este tipo de medidas preventivas não pode ser ignorado.Jorge Guedes
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