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Delegada do Porto Alto diz que foi agredida pelo árbitro

Fazendense – Arepa, em Juvenis, terminou envolto em polémica

O árbitro do jogo Fazendense – Arepa, em juvenis, é acusado pela delegada da equipa do Porto Alto de a ter agredido dentro do balneário. O juiz da partida nega e afirma que foi a delegada que lhe tentou roubar as fichas de jogo. Os dirigentes da Arepa queixam-se ainda de terem sido castigos sem sequer ter sido ouvidos.

Edição de 29.03.2006 | Desporto
A delegada da equipa de juvenis da Associação Recreativa do Porto Alto (AREPA) queixa-se de ter sido agredida na cabine do árbitro que dirigiu o encontro entre a sua equipa e o Fazendense, disputado nas Fazendas de Almeirim a 12 de Março, e que a equipa da casa venceu por 5-1.Marinela Inácio garante que quando foi ao balneário assinar a ficha de jogo, pediu aos árbitros para se identificarem, tendo-se estes recusado a fazê-lo a não ser na presença da GNR. Na sequência da troca de argumentos, a delegada da Arepa queixa-se de ter sido agredida violentamente pelo árbitro, que a terá empurrado sistematicamente contra a parede.Esta versão é frontalmente negada pelo árbitro da partida. No relatório de jogo, a que O MIRANTE teve acesso, Rui Marques refere que Marinela Inácio tentou levar as duas fichas de jogo sem autorização, o que só não sucedeu por a porta estar fechada.O árbitro acrescenta que lhe tirou as fichas da mão e, em declarações ao nosso jornal, negou ter cometido qualquer agressão. Recusou-se no entanto a prestar mais declarações por já ter entregue o assunto a um advogado que, segundo disse, vai avançar com queixa-crime por difamação contra a delegada da Arepa.Mais claro é um dos árbitros assistentes, José Manuel Ramos. “A senhora falou sempre de maneira arrogante e disse para nos identificarmos. O Rui respondeu-lhe que só se identificava perante a GNR e disse-lhe que depois poderia pedir a identificação à Associação de Futebol de Santarém. Ela respondeu que já que ele não dava a identificação levava ela as fichas de jogo e o Rui apenas puxou os papéis. Não houve qualquer empurrão ou agressão”, garantiu a O MIRANTE.Outra versão é a do treinador da equipa de juvenis da Arepa. Paulo Pereira não assistiu ao que se terá passado dentro do balneário mas num relatório que efectuou à direcção do clube refere que as marcas da agressão “eram claramente visíveis”.No final do jogo, quando regressava a casa após apresentar queixa no posto da GNR de Almeirim, Marinela Inácio sentiu dores fortes, pelo que recorreu ao Centro de Saúde de Benavente, onde lhe foram receitados três medicamentos, pelos quais teve de pagar 34,08 euros.Mas esta não é a única situação em que os dirigentes da Arepa acusam os árbitros do jogo com o Fazendense. Queixam-se de muitos erros técnicos durante o jogo e de perseguição ao delegado e a alguns jogadores, que terão sido advertidos sem razão aparente.Garantem ainda que o trio de arbitragem não tinha sido nomeado para o jogo e que ninguém perguntou se a equipa concordava ou não com o trio de arbitragem que, segundo dizem, foi arranjada apenas pela equipa do Fazendense. “Com árbitros oficiais não temos tido problemas mas quando são recrutados na assistência há quase sempre problemas”, refere Marinela Inácio.Pelo que O MIRANTE apurou, Rui Marques é árbitro dos quadros da Associação de Futebol de Santarém, tendo solicitado dispensa de devido a uma lesão. Apesar de ainda não estar a cem por cento, o árbitro tem dirigido jogos das camadas jovens, onde tenta ganhar ritmo e condição física.Os dirigentes da Arepa queixam-se ainda da má actuação do trio de arbitragem, que expulsou dois jogadores e um dos delegados da equipa, tendo ainda advertido mais três atletas do clube.No caso de um dos atletas, nomeadamente Luís Ricardo Rocha Inácio, castigado com dois jogos de suspensão, o treinador Paulo Pereira garante no relatório do jogo que assistiu a tudo e que “o miúdo nada disse de insultuoso” para com o árbitro. “Ele apenas perguntou ao árbitro se tinha gostado de gozar connosco e se também gostava que gozassem com ele. Nada mais”, acrescenta o presidente do clube. Versão diferente é a do árbitro que afirma na ficha de jogo que o atleta lhe chamou “palhaço”.Jorge Guedes

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