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Indignados com o Conselho de Disciplina

Edição de 29.03.2006 | Desporto
A indignação dos dirigentes da Associação Recreativa do Porto Alto não vai apenas contra o trio de arbitragem. Ainda no dia 12 de Março, o clube elaborou uma exposição dos factos ocorridos, que entregou na manhã do dia seguinte na Associação de Futebol de Santarém.O problema é que o Conselho de Disciplina, que na quinta-feira seguinte (três dias depois) castigou o clube, tomou a deliberação sem ouvir os directores da Arepa. “Entre termos entregue o documento e a decisão houve pelo menos 48 horas mas eles nem leram o que nós escrevemos”, queixa-se o presidente do clube, António José Lameiras.“Não vale a pena irmos reclamar porque o Conselho de Disciplina não ouve ninguém. Para eles o árbitro tem sempre razão mas esquecem-se que nós é que sustentamos esta rede. A Associação prefere aceitar a mentira do que apurar a verdade. Para eles o que os árbitros dizem é chapa batida”, acrescentou o dirigente a O MIRANTE.No seguimento do jogo, Marinela Inácio foi castigada com 15 dias de suspensão e trinta euros de multa. O jogador Gonçalo Azinheira foi castigado com um jogo de suspensão e o seu colega de equipa, Luís Inácio, foi castigado com dois jogos. O clube foi multado em cinco euros.Os dirigentes sentem-se revoltados com o actual estado de coisas do futebol distrital e questionam se valerá a pena andar no desporto para passar por estes enxovalhos. “Passamos uma semana a pedir aos miúdos para se portarem bem e respeitarem os árbitros e depois acontecem coisas destas”.Contactado pelo nosso jornal, o presidente da Associação de Futebol de Santarém (AFS), Rui Manhoso, refere que a exposição da Arepa mereceu toda a atenção mas esclarece que a mesma não vinha negar nenhum dos factos constantes no relatório do árbitro e que levaram à admoestação de elementos da equipa.“Para esse jogo não foram nomeados árbitros pelo Conselho de Arbitragem mas ambas as equipas acordaram que fossem aqueles a dirigir o jogo, caso contrário, eles não tinham apitado. A partir daí o árbitro passa a ser oficial e o seu relatório é igual ao de qualquer outro árbitro dos quadros da associação”, explica o presidente da AFS.Segundo Rui Manhoso, o Conselho de Disciplina, aplicou as sanções com os dados que tinha e que não foram contestados pelo clube. Quanto ao que se terá passado dentro da cabine do árbitro, o dirigente considera que são matérias que se inserem no capítulo das ofensas pessoais, que deverão ser tratadas nos tribunais civis. “O Conselho de Disciplina não tem poderes para fazer um inquérito a um elemento que não faz parte da associação”, conclui.

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