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Um artista no futebol e no atletismo

Edição de 29.03.2006 | Desporto
Apesar de ter sido o atletismo a dar-lhe a projecção que atingiu, Ricardo Alves começou a dar nas vistas como futebolista. Começou por jogar futebol nos iniciados do CADE e pouco depois foi convocado para representar a selecção nacional de Sub 16 nos campeonatos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).Na altura também já fazia atletismo e o convite para a selecção nacional de futebol não veio sozinho. “Cheguei a casa todo contente porque tinha recebido na escola a convocatória para a selecção nacional de futebol e fui contar ao meu pai. Ele sorriu e disse-me para ler outra carta que tinha chegado a casa e que era a convocatória para a selecção de atletismo também para os campeonatos dos PALOP.Na altura optou por representar Portugal no futebol porque era uma hipótese de ir à selecção nacional, onde, entre outros, conheceu Moreira, guarda-redes do Sport Lisboa e Benfica.Mas como tinha aspirações a estudar e o futebol era mais limitativo em termos de tempo, passados os campeonatos dos PALOP, Ricardo optou pelo atletismo.Esteve alguns anos a correr no Tramagal, até que foi campeão nacional de seniores ainda em júnior. Começou a bater recordes e despertou a atenção do Sporting, clube para o qual se transferiu e onde ficou cinco anos. Na altura em que foi para o Sporting, o FC Porto também falou consigo mas não gostou da proposta dos azuis.Recordando os tempos em que começou, no Tramagal, recorda-se que a pista onde treinava de pista só tinha o desenho e era frequentemente visitada por motards. Ainda assim considera que os treinos eram bons e que o ambiente entre atletas e treinadores era de verdadeira família. “Eram treinos concorridos, com muitos jovens, que entretanto se foram perdendo para a modalidade. Senti falta disso e por isso é que também tentei regressar agora”, revela.No Sporting viveu os melhores momentos desportivos e integrou uma verdadeira equipa de Luxo. “Era eu, o Carlos Calado, o Francis Obikwelu e o Vítor Jorge. Na altura éramos os quatro melhores velocistas do país”.O resultado que mais o orgulha foi o obtido no campeonato do mundo de juniores no Chile, em 2000. “Fui sexto, o melhor da Europa e o único branco na final. Na altura era o melhor resultado de um velocista português numa prova internacional”, recorda.Ainda em 2000, um ano memorável para si, Ricardo Alves foi correr a Roma o meeting da celebração do jubileu desportivo, onde esteve junto a João Paulo II, o Papa recentemente falecido.“Nós fizemos a prova e estavam 50 mil pessoas no estádio. Enquanto eles foram dar uma volta à pista eu fiquei a falar com uma senhora da RTP. Quando estava para ir embora, os seguranças começaram a pedir-nos para tirar os sapatos, que têm aqueles espigões. Depois chamaram-nos, fomos à tribuna, e estava lá João Paulo II, que nos deu uma medalha”, conta Ricardo Alves.O contacto com vedetas não se ficou por ai. Juan Antonio Samaranch, que foi presidente do Comité Olímpico Internacional durante vários anos, e os futebolistas Rui Costa e Batistuta, entre outras estrelas a jogar no campeonato italiano, foram a sua companhia ao jantar desse dia.

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