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A família é a base da educação sexual

A família é a base da educação sexual

Cristãos debatem a sexualidade em tempo de Quaresma

A Igreja Católica não aceita a sexualidade sem amor e defende que a educação sexual deve ser dada na família. Conclusões de um debate que reuniu mais de 80 cristãos na Póvoa de Santa Iria.

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
A educação sexual e o papel que a escola e a família têm a desenvolver nesta matéria foram as principais questões abordadas no colóquio “À flor da pele: sexualidade e educação”. Realizada no passado dia 22 Março, no auditório do Centro Paroquial de S. José, na Póvoa de Santa Iria, a conferência reflectiu a posição da Igreja Católica relativamente à educação sexual. “A sexualidade humana, correctamente entendida, tem uma ligação profunda ao amor, e só no amor encontra o verdadeiro sentido”. A frase foi proferida pelo bispo auxiliar de Lisboa, D. Tomaz Silva Nunes, e resume a forma como a Igreja perspectiva a sexualidade. Sobre a educação sexual e a intenção do ministério da Educação de implementar aulas dedicadas à matéria nas escolas, D. Tomaz Silva Nunes considerou que o lugar privilegiado para educar os jovens é a família. O bispo auxiliar de Lisboa advogou que a informação sobre a sexualidade a transmitir aos jovens “não pode reduzir-se aos mecanismos corporais e reprodutores, tem que ser integrada no sentido humano e global da sexualidade, abrangendo a dimensão psicológica e social”. “Informar apenas sobre os mecanismos corporais, pode tornar-se degradante para o crescimento humano da pessoa”, concluiu.A psicóloga e também professora da Universidade Católica Portuguesa, Cristina Sã Carvalho, outra das oradoras presentes, defendeu que a grande aposta nesta área deve passar pela formação dos pais, que deverão ser o principal educador. Já no que toca aos programas de educação sexual das escolas, a psicóloga considerou que estes devem “acima de tudo, contemplar a formação de atitudes, o desenvolvimento de valores e da capacidade de discernimento”. O grande objectivo deverá ser, segundo a psicóloga, “adiar ao máximo a entrada na sexualidade” dos jovens.O auditório do Centro Paroquial de S. José recebeu mais de 80 pessoas para assistirem ao colóquio, entre padres e paroquianos do concelho. O padre Silvano Lo Presti, coadjutor do pároco de Alverca, foi um dos presentes que fez questão de mostrar a sua indignação perante a “mentalidade muito materialista” das pessoas actualmente e sublinhou a importância do amor na sexualidade. O colóquio do passado dia 22 integra-se num conjunto de conferências promovidas pela vigararia de Vila Franca de Xira, em parceria com o departamento pastoral da família do Patriarcado de Lisboa. “Quaresma e família” é o mote do ciclo, que, de acordo com o padre Vítor Gonçalves, pároco de Vila Franca e vigário-adjunto da vigararia, se explica pelo facto de “os laços familiares estarem fragilizados”. A próxima conferência terá lugar hoje no auditório do Centro Social de Azambuja, pelas 21h30. “As questões da vida” vai ser o tema a debater neste colóquio que contará com a presença do ginecologista João Paulo Malta e a presidente da Federação Portuguesa da Vida. A utilização de embriões para investigação científica será, segundo o padre Vítor Gonçalves, uma das questões a abordar esta noite.
A família é a base da educação sexual

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