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Canil de Tomar sem condições

Associação Protectora dos Animais do Ribatejo Norte exige à câmara construção de novo espaço

Os representantes da Associação Protectora dos Animais do Ribatejo Norte exigem que a Câmara de Tomar cumpra o compromisso assumido de erigir um novo espaço para o seu canil.

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
O perigo do tecto se abater está iminente, diz a presidente da Associação Protectora dos Animais do Ribatejo Norte, referindo-se ao degradado edifício onde hoje funciona o canil da Associação Protectora dos Animais do Ribatejo Norte.Na terça-feira uma delegação da associação foi à reunião do executivo da Câmara de Tomar exigir que o executivo cumpra o compromisso assumido há anos atrás e construa um novo espaço.Maria de Fátima Rodrigues, que tomou posse da direcção em Janeiro, diz que a situação do actual canil deve constituir vergonha para o executivo municipal e para todos os munícipes, devido ao estado a que chegou.“Chove lá dentro como na rua criando um enorme charco no chão, não tem sol nem claridade, as boxes são minúsculas e nem sequer há espaço para os animais poderem circular”, refere a presidente da associação adiantando que o canil de Tomar ao pé dos de Santarém e Cartaxo, que visitou recentemente, “mais parece a prisão do Tarrafal”. O projecto de um novo canil para a associação foi feito há anos pelo Gabinete de Apoio Técnico (GAT) de Tomar. Encomendado pelo município que, para a sua construção, cedeu também um terreno à associação, na zona industrial da cidade, mesmo por detrás do canil intermunicipal.A maioria social-democrata mostrou-se sensível à questão, apesar do vice-presidente, Corvelo de Sousa, afirmar que, na ordem de prioridades da câmara, preocupa-os “mais as pessoas que os cães”.“O problema do canil é um problema de dinheiro que até agora não foi possível solucionar apesar da nossa disponibilidade”, referiu o vice-presidente, adiantando não haver condições para decidir, na hora, qualquer solução para o problema.O vereador Carlos Carrão (PSD) lembrou também a associação que a câmara sempre apoiou financeiramente o canil, quer através de um subsídio mensal quer através de outro tipo de apoio, nomeadamente com alimentação.“Foi ainda a câmara que promoveu junto do GAT o projecto de construção de um novo canil, exactamente por estarmos conscientes da falta de condições do existente”, reforçou Carlos Carrão, após as críticas dos representantes da associação.De acordo com o vereador com o pelouro financeiro, o projecto encomendado ao GAT já está concluído e o município deverá candidatá-lo a financiamento comunitário, coisa que, assegurou, até agora não foi possível fazer.Actualmente o canil da Associação Protectora dos Animais do Ribatejo Norte tem 80 cães mas, como sublinham os representantes, “todos os dias recebe animais”. A própria presidente da associação, vendo a situação dos animais, acabou por levar duas dezenas de canídeos para a sua habitação.O canil da associação é o único espaço do género a funcionar em Tomar, já que o canil intermunicipal ainda não foi inaugurado, apesar de estar construído há mais de três anos.Margarida Cabeleira

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