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Derrocadas entopem acesso a Dornes

Câmara de Ferreira do Zêzere diz não ter dinheiro para solucionar o problema

Há três estradas para chegar à aldeia de Dornes, Ferreira do Zêzere, e nas três tem havido sucessivas derrocadas de terra e pedras.

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
Há 15 dias um habitante de Dornes, Ferreira do Zêzere, ia tendo um acidente rodoviário por causa de uma pedra que caiu da encosta de uma das três estradas que ligam a aldeia turística à estrada nacional que dá acesso à sede de concelho e a TomarO incidente não é novo. Todos os anos, como confirma o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Luís Pereira (PSD), há terra e pedras a caírem das encostas para as estradas de Dornes. E todos os anos o município utiliza o mesmo estratagema – reforça a sinalização de perigo de queda de pedras nas vias e vai removendo-as, à medida que caem.“Não aconteceu este ano nada mais do que nos anos anteriores”, salienta o edil, numa tentativa de minimizar um problema que até tem solução, só que demasiado onerosa para o município.“Há hipóteses de estancar a queda, não há é dinheiro”, admite Luís Pereira, adiantando que há cerca de seis anos a sua autarquia chegou a fazer uma candidatura a um programa comunitário mas não conseguiu o financiamento.Fazer a contenção das barreiras não é tarefa fácil, especialmente na zona de Dornes, onde as encostas são muito escarpadas, sem terra que permita a fixação e consolidação da vegetação.O problema já foi estudado vezes sem conta pelos serviços técnicos da autarquia, nomeadamente no que respeita à análise do perigo e à frequência das situações. E foi encontrada uma solução, embora o presidente se tenha escusado a divulgá-la. “Não vale a pena, não vai ser feita”, justificou.O que já está programada é a colocação de uma rede nas encostas mais problemáticas antes do próximo Inverno. Mesmo assim, salienta o presidente, “será um investimento avultado para uma autarquia pequena como a nossa”.Menos confiante está o comandante distrital do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, que assim que teve conhecimento da carta enviada pelo munícipe “assustado” solicitou à câmara esclarecimentos sobre a situação.Ao nosso jornal Joaquim Chambel afirmou que só se poderá começar a pensar numa solução depois de se identificar muito bem o problema e saber qual é a sua extensão. “Os problemas de morfologia de terrenos não se resolvem de um dia para o outro”, salienta.O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere diz que nunca houve qualquer acidente grave provocado pelas derrocadas. “Não temos registo de danos em pessoas e/ou viaturas”.Margarida Cabeleira

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