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Dificuldades financeiras não são de agora

Câmara do Cartaxo não teve condições para ficar com a quinta da Ribeira em 1948
Edição de 29.03.2006 | Sociedade
As dificuldades financeiras da Câmara do Cartaxo, em 1948, impediram a autarquia de exercer o direito de preferência sobre a posse da quinta designada de Ribeira de Pontével, situada nessa freguesia.A quinta foi deixada como legado no testamento de António Mesquita, irmão do dramaturgo Marcelino Mesquita, após o seu falecimento a 13 de Agosto de 1948. Mas, para assumir a propriedade, a autarquia tinha de cumprir uma série de contrapartidas que não tinha meios para satisfazer.A câmara analisou o processo e produziu uma informação em 20 de Março na qual explica que, em 1948, o presidente de então, o comendador Francisco Ribeiro da Costa, motivado por dificuldades financeiras, deliberou que não tinha condições para aceitar o segundo legado, face às condições estabelecidas no testamento.No testamento de António Mesquita a aceitação do legado pela câmara pressupunha que fossem construídos e postos a funcionar três estabelecimentos: uma maternidade, uma casa de educação para crianças pobres e um asilo para velhos e inválidos. A mesma posição não manteve a câmara de então relativamente ao edifício que hoje alberga a biblioteca municipal Marcelino Mesquita e todo o espólio e equipamentos interiores, também deixados como legado e aceites pela edilidade.A Câmara do Cartaxo vem agora justificar essa opção após um pedido de esclarecimento feito pela vereadora do PSD no executivo municipal. Manuela Estêvão quis saber por que motivo a câmara não exerceu o direito de preferência sobre aquela quinta, situada na zona do Pinhal da Rola, “e permitiu que naqueles terrenos se viesse a instalar uma empresa de forma ilegal (Hidra). “Um terreno que podia ser aproveitado como espaço lúdico, de lazer e cultural ligado a Marcelino Mesquita”, sugeriu a vereadora. Esse caso já foi objecto de várias discussões pelo actual executivo municipal, tendo-se decidido fazer alterações ao Plano Director Municipal (PDM) para regularizar a situação da empresa que se instalou ilegalmente com o beneplácito da câmara.

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