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Jardins abandonados no Solar das Marinhas

Jardins abandonados no Solar das Marinhas

Moradores reclamam manutenção na Póvoa de Santa Iria

Os moradores do Solar das Marinhas queixam-se do abandono dos espaços verdes da urbanização que é um dos cartões de visita da Póvoa de Santa Iria. Em vez de relva e flor nascem ervas e mato.

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
Os moradores do Solar das Marinhas, na Póvoa de Santa Iria, queixam-se da falta de manutenção dos espaços verdes em redor da urbanização. A relva crescida e as árvores tombadas são alguns dos indícios da necessidade de uma intervenção no local.Sérgio Morgado, morador na urbanização há três anos, teme que os jardins em redor do Solar das Marinhas acabem por desaparecer. Segundo este morador, que levou a questão até à reunião do executivo camarário de Vila Franca de Xira, realizada a 15 de Março no Forte da Casa, há cerca de dois meses os jardins deixaram de ser cuidados, levando a que o espaço se esteja “a tornar num matagal autêntico”. A urbanização Solar das Marinhas, situada no limite entre a Póvoa e Santa Iria da Azóia, é constituída por sete lotes de prédios onde moram dezenas de famílias. Para além dos espaços verdes em redor dos prédios, a urbanização inclui um jardim central com diversas árvores e arbustos e ainda uma cascata.Ema Fonseca, a residir na urbanização da Póvoa há quatro anos refere que há já algum tempo “tem havido um descuido nas limpezas” dos espaços verdes envolventes. “Há mais de um mês que algumas árvores curvaram com rajadas de vento mais forte e até hoje ainda não voltaram a ser unidas aos postes”, exemplifica. De acordo com Jorge Ferreira, os moradores estão preocupados com a falta de manutenção do espaço, já que “as pessoas gostam de viver com qualidade”. “Não há muitos espaços verdes, por isso qualquer bocadinho deve ser aproveitado”, adianta. A morar no Solar das Marinhas há dois anos e meio, Jorge Ferreira faz questão de sublinhar os “milhares de euros investidos em proveito de todos pelo urbanizador e que em dois, três meses podem estar perdidos”. O presidente da Junta de Freguesia de Póvoa de Santa Iria, Jorge Ribeiro, refere que a junta está a ter “algumas dificuldades em conseguir chegar a todo o lado”. Segundo o autarca, os nove jardineiros da junta são insuficientes para os cerca de 500 mil metros quadrados de zonas verdes da cidade. Jorge Ribeiro assegura que a junta de freguesia está “a fazer um esforço muito grande, embora não com a celeridade que as pessoas gostariam”. Outras preocupaçõesNa reunião de câmara, o morador do Solar das Marinhas, Sérgio Morgado, chamou ainda a atenção para a existência de um “buraco mal tapado” no cruzamento que dá acesso ao condomínio. Segundo referiu, foi feita uma intervenção no local já há algum tempo e desde então que o local está assinalado com dois ferros e algumas fitas.Por se encontrar logo depois de uma curva e ocupar parte da estrada, o buraco já terá provocado, de acordo com o morador, alguns acidentes. Segundo informação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o buraco resulta de uma intervenção feita pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) que, entretanto, já estão a proceder ao arranjo do local. A queda parcial de um muro da urbanização junto à Estrada Nacional 10 foi outra das questões levadas por Sérgio Morgado à reunião do executivo. Contactado por O MIRANTE, o vereador responsável, João Luís Lopes, explicou que o muro cedeu depois de uma intervenção da EDP, há mais de um ano. Segundo referiu, a empresa atribuiu as responsabilidades ao empreiteiro que levou a cabo a obra e que, entretanto, faliu. O vereador adiantou que a resolução do problema está para breve, uma vez que o empreiteiro irá pagar ao promotor da urbanização o valor da reconstrução parcial do muro, pelo que as obras devem começar dentro de duas a três semanas. Sara Cardoso
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