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Projecto herdado com muitas falhas

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
As obras de requalificação das pracetas Habijovem e Defensores da Pátria, ambas em S. Domingos, Santarém, caminham para o final sem que no projecto estejam previstos equipamentos como bocas-de-incêndio e rampas para acesso de deficientes. As obras iniciaram-se no final do anterior mandato.A situação foi denunciada por moradores daquelas zonas e também pelo presidente da Junta de S. Nicolau, Luís Arrais (PSD). Uma falha admitida pelo vereador da Câmara de Santarém, Mário Santos (PSD), que diz ter detectado essas situações quando confrontado com um projecto já em andamento.Mário Santos esclarece que todos os trabalhos que não estão contemplados no projecto são para corrigir, preferivelmente antes da conclusão da empreitada. Uma das falhas prende-se com a falta de bocas-de-incêndio num bairro extremamente populoso. Ausência de acessos para deficientes em zonas de passeios e de transição e a extensão de sistemas de rega são outras questões do conhecimento da autarquia e que se devem ser colmatadas. Alguns moradores da praceta Defensores da Pátria manifestam também o seu descontentamento pela forma como estão a decorrer as obras de requalificação dos arranjos exteriores.Desde há cerca de seis meses que naquela praceta estavam abertos buracos nos passeios nos quais, sexta-feira, foram colocadas árvores. Até então os buracos estavam tapados por paletes e era possível descortinar a passagem de vários cabos no subsolo.O mesmo se passou na praceta Habijovem até ao final da semana passada, em que as caldeiras para colocação de árvores estiveram descobertas, cheias de água e sem qualquer tipo de vedação, asseguraram moradores a O MIRANTE.Uma situação que estranharam pelo facto de árvores crescerem e de as raízes puderem alargar-se, pressionando as infra-estruturas. Ernesto Brito, morador no bloco oito da praceta Defensores da Pátria, diz que funcionários da obra já detectaram a presença de redes vermelhas no subsolo, sinal de que não podiam mexer mais no terreno devido à presença de cabos eléctricos.O vereador Mário Santos esclarece que as árvores colocadas em caldeiras que estavam abertas não representam um problema. Assegura o autarca, com base na posição da técnica responsável pela obra, que os cabos que eram visíveis nos buracos em ambas as pracetas respeitam a sistemas de drenagem e rega e que, por isso, não oferecem problemas. “Nos casos em que foram detectadas infraestruturas no subsolo a colocação de árvores foi anulada”, acrescenta. O vereador justifica que as anomalias foram detectadas quando já decorriam os trabalhos e que se vai ter atenção redobrada para que todos os equipamentos possam servir os habitantes da melhor forma. Ricardo Carreira

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