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Só há obra se vier dinheiro

Novo presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário pragmático

O primeiro passo da nova administração é construir um espaço para abrigar parte do espólio que se vai deteriorando ao ar livre.

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
O novo presidente do conselho de administração da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Armando Ginestal Machado afirmou sexta-feira que só com dinheiro pode garantir a concretização de um projecto há muito aguardado no Entroncamento.Na sua apresentação pública como responsável da Fundação - numa cerimónia que contou com a presença do ministro dos Transportes -, Carlos Frazão disse que o projecto do museu, tal como está programado, só pode ser feito se houver financiamentos das empresas privadas representadas na fundação “e de outras que quiserem e vierem a ser parceiras”. “Sem dinheiro não posso garantir nada”.O primeiro passo do novo presidente é transformar o programa preliminar do museu, que tem já em seu poder, em definitivo, consolidando-o e adaptando-o à realidade.“O programa preliminar refere um investimento financeiro de 20 milhões de euros em seis anos, que acho ser ambicioso. Se considerar que esse investimento se atinge em dez anos já é muito bom. E mesmo assim estou a dar, só para investimento, dois milhões de euros por ano”, considera Carlos Frazão.A isto, refere o novo presidente, tem de se somar 250 a 300 mil euros anuais só para a exploração/manutenção da estrutura. Para pôr o projecto de pé a nova administração conta não só com o apoio do mecenato mas também do Governo. Nesta altura o “mealheiro” da fundação conta apenas 750 mil euros estatais, dos quais meio milhão é para pagar a primeira obra a fazer no âmbito do museu – a redonda. Este equipamento, cujo valor total ronda um milhão de euros, será comparticipado a 50 por cento pela União Europeia.Os restantes 250 mil, diz Carlos Frazão, vão ser gastos na elaboração do plano definitivo, global e consolidado a nível nacional.Da parte dos privados fundadores o valor ainda é mais baixo. São cem mil euros que, segundo o presidente da fundação, darão apenas para montar a estrutura – “registar a fundação, pedir número de contribuinte, abrir uma conta no banco e todo o processo administrativo”.Além do Estado, das empresas públicas – CP e Refer – e dos privados há ainda a possibilidade de ir buscar recursos financeiros ao estrangeiros, garante Carlos Frazão, adiantando que há já um gabinete de consultoria a trabalhar nisso. É do dinheiro destes que o presidente precisa para garantir a exploração futura do museu. “O investimento na infra-estrutura ficará a cargo do Estado, o dinheiro da manutenção tem de vir das empresas”.Afirmando ser já um “bom passo” se conseguir pôr de pé a redonda e colocar lá dentro as locomotivas que estão agora a estragar-se ao ar livre, Carlos Frazão diz que o futuro do equipamento dependerá do que apontar o tal plano definitivo que irá agora ser feito. E que não se sabe quando estará pronto.Margarida Cabeleira

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