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Zona entre Chamusca e Salvaterra rica em arqueologia

Edição de 29.03.2006 | Sociedade
O historiador e director do Convento de Cristo, Jorge Custódio, considera que a faixa compreendida entre a Chamusca e Salvaterra de Magos é das mais ricas da região em vestígios arqueológicos. Principalmente os concelhos de Alpiarça e Almeirim. Jorge Custódio salienta que têm sido encontrados nesta zona alguns achados valiosos. É o caso de um conjunto de moedas islâmicas que estão no Museu Nacional de Arqueologia. “A zona de Almeirim e Alpiarça tem materiais de várias épocas”, sublinha, acrescentando que a maioria dos achados aparece de forma não intencional. Como em consequência da abertura de alicerces para construção de habitações ou quando se lavra os campos agrícolas. O historiador, que dirigiu o Gabinete da Candidatura de Santarém a Património da Humanidade, lembra ainda que houve um importante povoamento romano na área onde hoje se situa Almeirim. Já para não falar que era um local muito procurado pelos reis portugueses, onde existiu um paço real. Jorge Custódio alerta para o facto de haver muitas estações arqueológicas nesta zona que estão por explorar. E que assim ficam à mercê dos caçadores de arqueologia, que atacam ciclicamente na faixa entre Chamusca e Salvaterra de Magos.Para além do grande número de vestígios que se calculam estar enterrados, a natureza dos solos nesta área permite mais facilmente a sua detecção. Ao contrário da zona norte. Por exemplo, no concelho de Tomar os terrenos são mais duros e mais difíceis de escavar.

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