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“Detesto a violência mas adoro touradas”

Edição de 05.04.2006 | Entrevista
O dia de Teresa Schönborn começa cedo. Levanta-se às sete e depois de uma sessão de ginástica acompanha o início das actividades agrícolas. Vai a pé ou de jipe, raramente a cavalo. Só no regresso ao escritório é que toma o pequeno-almoço. Uma refeição rápida. “Cinco minutos”, diz. Quando se trata de trabalho vem ao de cima a sua costela alemã. É disciplinada, organizada e pragmática. Gosta de acompanhar de perto as tarefas que são executadas pelas pessoas que tem ao seu serviço e veste de uma forma completamente informal. No escritório usa a Internet para pesquisa de algumas informações, para enviar e receber correio electrónico e pouco mais. Embora a Casa Cadaval produza alguns dos melhores vinhos do Ribatejo confessa que não participa no processo da sua feitura. “A minha irmã é enóloga. Eu não sou. Tenho uma grande dificuldade em perceber a qualidade do vinho quando está a ser feito. Não sei se vai ser ou não um grande vinho. Por vezes peço-lhe a ela para ir à adega”. Mas sabe apreciar um vinho depois de feito. Sabe distinguir as suas características. E às refeições gosta de beber um bom vinho.Como era tradição na família teve aulas de piano e ballet. Sorri quando conta os resultados de tão esmerada educação. “Toquei piano sempre pessimamente. Foi por imposição dos meus pais. Não passei do Für Elise. Fiz ballet pessimamente, mas adorava. Com o meu físico era difícil ir longe. A única disciplina onde era realmente boa era na natação. Fazia parte da equipa do meu clube da Baviera”. Administradora da Casa Cadaval é a ela que Teresa se dedica de alma e coração mas isso não a impede de ter uma imensa vida social. Tem amigos em Portugal e no estrangeiro e adora conviver e conversar embora as grandes festas não sejam da sua predilecção.. “Uma senhora inglesa disse-me uma vez, com toda a razão, que mais de mais de dez pessoas é uma multidão. Gosto de jantares com pequenos grupos”.A Condessa de Schönborn-Wiesentheid gosta de romances históricos mas nem todos os autores a cativam. O Memorial do Convento do José Saramago foi posto de lado por não ser exactamente o seu tipo de leitura. E se não gosta de grandes grupos também não se dá bem com alguns best-sellers como o famoso Código Da Vinci por uma simples razão: “Como toda a gente discutia o famoso Código Da Vinci perdi a curiosidade e por isso não o li.Musicalmente os seus gostos são bastante ecléticos. Tanto aprecia um concerto de música clássica como um concerto de rock. Não tem bilhetes para a actuação dos Rolling Stones no Porto, em Agosto mas se tivesse não os desperdiçava. Lamenta ter de se deslocar a Lisboa de cada vez que lhe apetece assistir a algum espectáculo. Um dos seus passatempos é a culinária mas raramente cozinha quando está em Muge, só quando vai passar algum fim-de-semana à casa de família em Sintra. Não gosta de cinema alemão porque os filmes são em geral “maçadores”, prefere as comédias francesas e americanas, detesta thrillers. Ribatejana de coração gosta de touradas e defende a sua continuidade por uma questão de afirmação nacional. “As touradas fazem parte da nossa cultura. Detesto a violência mas adoro as touradas”, afirma.

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