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Orçamento só para a semana

Orçamento só para a semana

Executivo da Câmara de Santarém adiou votação para alterar documentos

Pagar dívidas é a principal prioridade do plano de actividades e orçamento da Câmara de Santarém para 2006.

Edição de 05.04.2006 | Política
Não há duas sem três. A proposta de orçamento do município de Santarém para 2006 foi pela segunda vez presente a uma reunião do executivo e voltou a não ser votado. A decisão ficou adiada por uma semana para se poder incorporar nos documentos as propostas avançadas na sessão de segunda-feira pelos vereadores do PS.A maioria relativa do PSD que gere a câmara acolheu propostas vindas das forças da oposição aquando da elaboração dos documentos, pelo que é de crer que o orçamento no valor de 69 milhões de euros seja aprovado na próxima segunda-feira. Do bolo total, 37,3 milhões estão previstos para investimento e 31,8 milhões de euros para despesas correntes. Para financiar esses custos, estima-se arrecadar 41,8 milhões de euros de receitas correntes e 27,3 milhões de receitas de capital.A principal prioridade do orçamento prende-se com o saneamento financeiro da autarquia, revelou o vice-presidente Ramiro Matos (PSD), que tem o pelouro das finanças. A fatia mais grossa das despesas de capital é para pagar facturas de investimentos concluídos no anterior mandato. Os novos projectos representam apenas um total de três milhões de euros no corrente ano.Entre os projectos que o PSD se propõe arrancar em 2006 estão o Instituto Bernardo Santareno, o novo cemitério com forno crematório, uma casa mortuária, o Museu Nacional da Gastronomia, a climatização das escolas, o festival Sabores e Saberes e o Festival Internacional do Alviela.Iniciativas que levaram a vereadora da CDU a aludir a alegadas discrepâncias entre as prioridades enunciadas no texto introdutório dos documentos – onde se enfatiza a necessidade do saneamento financeiro – e os montantes distribuídos por alguns projectos que Luísa Mesquita considerou de prioridade discutível.Já o PS, pela voz de Rui Barreiro, para além das muitas dúvidas levantadas acerca de algumas rubricas e respectivas dotações, manifestou o seu desacordo por ver que o PSD continua a insistir na criação de três empresas municipais. Uma intenção que não merece o acordo dos socialistas nem da vereadora da CDU, que só parecem disponíveis para aceitar a criação de uma sociedade de reabilitação urbana. Pelo meio ficou ainda uma acesa troca de acusações entre Luísa Mesquita e Ramiro Matos, com a vereadora comunista a dizer que o vice-presidente, para além de não ter respondido às questões colocadas, recorreu à demagogia e má educação.Uma apreciação que motivou a intervenção de Ramiro Matos “em defesa da honra”, dizendo que Luísa Mesquita “se calhar confundiu o tom com o conteúdo”. “Quando falo de demagogia é política, não estou a tratá-la mal”, acrescentou, já depois de ter avisado: “Não lhe permito que me chame mal educado”.
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