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Comunidade Urbana do Médio Tejo quer mais coordenação no centro hospitalar

Edição de 05.04.2006 | Sociedade
Há um mês, um doente que deu entrada no Hospital de Tomar com uma situação aguda de gastroenterite precisou de ser observado na urgência do serviço, centralizada em Torres Novas. Com um simples telefonema entre os dois hospitais o serviço disponibilizou todo o equipamento necessário e estava pronto a receber o doente em cinco minutos. Apesar de a distância entre Tomar e Torres Novas ser percorrida em cerca de 20 minutos, o doente acabou por chegar ao Hospital Rainha Santa Isabel apenas duas horas depois, numa ambulância dos Bombeiros da Golegã, os únicos que estavam na altura disponíveis. O episódio, descrito sábado na sessão da assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) pelo deputado da CDU e clínico do CHMT, José Vaz Teixeira, é um bom exemplo da má coordenação de meios - não só entre as unidades que integram o centro, como também com os apoios complementares.Vaz Teixeira foi bastante crítico em relação à chamada centralidade de valências no CHMT, nomeadamente em termos da urgência. “Como é que se pode fazer a chamada grande urgência se nem uma unidade de cuidados intensivos existe no CHMT?”, questionou o clínico.A questão da centralização de valências tem estado na ordem do dia depois de há cerca de duas semanas (ver edição de O MIRANTE de 22 de Março) o administrador da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, António Gomes Branco, ter afirmado que dificilmente se manteria a urgência pediátrica nas três unidades do CHMT.A notícia caiu como uma bomba nos meios políticos e sociais de Tomar e Torres Novas, que se recusam a ver sair das unidades dos seus concelhos esta valência, previsivelmente centralizada em Abrantes.O plenário da CUMT aprovou as moções dos vários partidos com assento na assembleia onde, entre outras medidas, se exige uma melhor organização dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, utilizando processos tecnologicamente avançados, como a telemedicina e a videoconferência.Foi também aprovada a constituição de uma comissão ou grupo de trabalho para os assuntos da saúde no espaço do Médio Tejo que, eventualmente, possa ser representativa de todos os concelhos a quem as unidades hospitalares servem.

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