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Dois militares da BT do Carregado foram condenados

Restantes agentes da região acusados de corrupção foram absolvidos
Edição de 05.04.2006 | Sociedade
Dois dos 81 militares da Brigada de Trânsito da GNR condenados na sexta-feira por crimes de corrupção passiva integravam o destacamento do Carregado à data dos factos. Três outros militares desta unidade foram absolvidos. Os dois militares condenados ficaram com penas suspensas por um período de quatro anosUm dos militares envolvido, um empresário que, alegadamente, tem negócios em Benavente, foi reformado compulsivamente durante o decurso do julgamento. Os dez militares do destacamento de Santarém acusados foram absolvidos.Os militares condenados devem recorrer do acórdão que só foi disponibilizado na terça-feira no Tribunal da Boa Hora em Lisboa. No âmbito deste processo, foram constituídos 193 arguidos, 172 dos quais eram militares da Brigada de Trânsito da GNR e os restantes 21 empresários ligados ao sector dos transportes.O resumo do acórdão lido pela juíza Anabela Cardoso referiu que testemunhos, entre os quais de inspectores da Polícia Judiciária, escutas, vigilâncias e buscas a empresas apontaram para um “tratamento favorável” dos agentes da BT na inspecção a veículos de empresas de transportes. “A forma preferencial de pagamento era, em 90 por cento das vezes, em dinheiro”, disse a juíza.Senhas de gasolina, garrafas, bacalhau, presunto e relógios foram outras das formas de pagamento mencionadas pela magistrada.A juíza citou diversos testemunhos da acusação que revelaram que na época do Natal e, às vezes, da Páscoa, militares da BT se deslocavam às empresas para receber esses favores.

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