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Homicídios de Amiais julgados em Setembro

Dos onze arguidos, um será julgado à revelia por se encontrar em parte incerta

No processo são acusados dez portugueses do crime de participação em rixa e um cidadão ucraniano suspeito de ter morto em co-autoria um cidadão nacional.

Edição de 05.04.2006 | Sociedade
O colectivo de juízes do Tribunal de Santarém adiou para Setembro o início do julgamento de 11 arguidos, envolvidos num linchamento popular e desacatos na freguesia de Amiais de Baixo que causaram dois mortos.O início do julgamento estava previsto para a manhã de 29 de Março, mas o facto do colectivo de juízes ainda estar ocupado com outro caso forçou o adiamento para 13 de Setembro, às 13h30.No processo, relacionado com factos ocorridos há quase quatro anos, são acusados dez portugueses do crime de participação em rixa, punível até dois anos de prisão, e o cidadão ucraniano Ihor Melnyk, suspeito de ter morto em co-autoria um cidadão nacional com uma faca e de duas tentativas de homicídio.O ucraniano esteve detido em prisão preventiva mas o prazo limite da medida de coacção expirou e foi posto em liberdade, nunca mais tendo sido localizado pelas autoridades, pelo que será julgado à revelia.Recorde-se que os factos aconteceram em 19 de Julho de 2002. Tudo começou num bar de Amiais de Baixo, concelho de Santarém, quando quatro imigrantes ucranianos e um grupo de clientes do estabelecimento se envolveu em cenas de violência.Depois de terem consumido várias bebidas alcoólicas e provocado alguns distúrbios, o grupo de ucranianos tentou fugir num automóvel mas foi interceptado um pouco depois pelos clientes e outras pessoas, num grupo que chegou a atingir as cem pessoas.Dois dos ucranianos fugiram a pé mas os outros imigrantes decidiram confrontar os populares com uma faca de cozinha e outra de mato, “prevendo e querendo, ou pelo menos, aceitando tirar a vida a algum dos contendores com o auxílio das mesmas”, refere a acusação.Na rixa, Gonçalo Alves morreu vítima de um golpe no tórax e dois outros portugueses ficaram feridos com gravidade. Os dois ucranianos ainda tentaram fugir, mas sem sucesso.No confronto que se seguiu entre os arguidos e os dois ucranianos, Fédir Orlovski morreu vítima de pancadas violentas com um taco de basebol, que lhe causaram “lesões traumáticas” mortais. O responsável pelas mortes nunca chegou a ser identificado, refere a acusação“Todos os arguidos sabiam que as suas condutas são proibidas por lei penal e tinham capacidade para se determinarem de acordo com esse conhecimento”, refere a acusação do Ministério Público, que arrolou 35 testemunhas.O MIRANTE/Lusa

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