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Quartel adiado em Samora Correia

Quartel adiado em Samora Correia

Protocolo assinado pelo MAI há 14 meses não foi respeitado

A “desilusão” e “apreensão” causadas pelo atraso do novo quartel dominaram os discursos na comemoração dos 31 anos dos bombeiros de Samora Correia.

Edição de 05.04.2006 | Sociedade
A 21 de Janeiro de 2005 o Governo assumiu a responsabilidade de apoiar a construção do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia e assinou um protocolo que envolveu a associação e a Câmara Municipal de Benavente.Catorze meses depois, os bombeiros ainda não receberam luz verde nem dinheiro para avançar com a obra. No terreno, junto à EN 118, há apenas um depósito de entulho e mato. A desilusão e a apreensão marcaram os discursos na sessão solene das comemorações dos 31 anos da associação realizada no domingo à tarde. O presidente da direcção, José Pedro Ferro, recordou que a associação tem todos os projectos aprovados e tem condições financeiras para assumir a sua parte. Por outro lado, explicou que há compromissos assumidos com a banca e com a empresa a quem vendeu as actuais instalações e o terreno envolvente. “Não podemos arrastar esta situação por muito mais tempo”, disse.O comandante Miguel Cardia frisou as condições em que trabalham 80 voluntários do corpo activo e 21 funcionários da associação e convidou as entidades a visitar as instalações. “Temos carros e equipamentos que ficam fora do quartel e não temos condições dignas para os nossos voluntários”, frisou.O presidente da Câmara Municipal de Benavente, António José Ganhão reafirmou a intenção cumprir o acordado. “Nem que tenha de deixar de fazer uma estrada ou uma ou outra obra, mas o quartel vai ter o nosso apoio incondicional”, referiu.O Governador Civil do Distrito de Santarém não estava mandatado para assumir qualquer compromisso em nome do Governo.À margem da sessão solene, Paulo Fonseca reconheceu a preocupação dos bombeiros e prometeu empenhar-se para fazer a ponte entre a associação e o Ministério da Administração Interna. O representante do Governo disse aos jornalistas que este é um dos casos de “dezenas de protocolos” que foram assinados pelo anterior Governo sem garantias de os poder cumprir.No momento da assinatura, o Secretário de Estado Ajunto do Ministro da Administração Interna, Paulo Pereira Coelho garantiu que o protocolo tem financiamento assegurado no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC). “Nunca assinei um protocolo sem ter verbas para executar as obras. O montante aqui assumido está reservado no PIDDAC. Quando acabar o bolo que temos, não assinaremos mais acordos”, disse a O MIRANTE.O acordo assinado pela associação, câmara e Gabinete de Estudos e Planeamento de Infraestruturas (GEPI) garantia o financiamento de sessenta por cento da primeira fase da obra (503 mil euros), por parte do Ministério da Administração Interna, mas 14 meses depois ainda não foi disponibilizado um cêntimo. A Câmara Municipal de Benavente assumiu 25 por cento (210 mil euros) e os bombeiros asseguram os restantes 15 por cento (125 mil euros) provenientes da venda do actual quartel e dos terrenos anexos que devem render 850 mil euros (170 mil contos).O projecto prevê a construção de um quartel do tipo B com mais de 600 m2 de área coberta.Nelson Silva Lopes
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