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Restaurante à beira Tejo encalhado

Restaurante à beira Tejo encalhado

Empresários esperam por resposta da Câmara do Cartaxo e da CCDRLVT

Os empresários dizem que já perderam financiamentos devido à demora e ponderam investir noutro concelho.

Edição de 05.04.2006 | Sociedade
Dois empresários querem construir um restaurante-bar à beira Tejo, em Valada, mas começam a perder a paciência com o que afirmam ser a demora das respostas por parte da Câmara do Cartaxo. O projecto de criação de um restaurante-bar junto à fluvina e dique de Valada foi dado a conhecer em Janeiro de 2005 ao presidente da câmara, Paulo Caldas (PS). O projecto foi entregue na autarquia em 10 de Maio, após reunião com o edil e responsáveis da freguesia.Um dos sócios não compreende a razão para tanta demora. Diogo Bettencourt recorda que Paulo Caldas se mostrou satisfeito pela possibilidade de “colocar Valada no mapa” com a construção de um restaurante com aquelas características.Informou ainda os empresários de que haveria sintonia com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) após ter sido dado conhecimento do projecto àquela entidade.O projecto do restaurante-bar, a construir ao lado da fluvina de Valada, prevê uma área coberta total de cerca de 240 metros quadrados e amplas superfícies vidradas com vista sobre o Tejo. Ficará parcialmente assente no leito do rio e num plano superior ao dique. Os empresários pretendem criar um restaurante de referência, capaz de marcar a diferença na região e atrair clientes de segmentos com poder de compra, com serviço e gastronomia diferente. “O concelho será tão rico que não necessite de investidores?”, questiona o empresário. Em causa, segundo Diogo Bettencourt, está a criação de dez postos de trabalho de mão-de-obra local numa primeira fase, para um investimento de 400 a 500 mil euros.Lembra o empresário que a CCDR-LVT emite pareceres sobre as condições prévias à localização de projectos mas que não decide sobre eles.“O negócio já está a ser prejudicado porque perdemos o acesso a fundos da Aproder – Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do Ribatejo que só voltam a estar disponíveis em 2008. Não se compreende esta demora e falta de respostas aos nossos contactos já que o presidente da câmara tem conhecimento do projecto”, sustenta o empresário. Apesar de terem preferência por Valada, os dois sócios adiantam que há outras opções no Ribatejo caso a espera se prolongue por muito mais tempo. Oposição críticaNa reunião de câmara de 20 de Março os vereadores do PSD acusaram Paulo Caldas de estar a demonstrar pouco interesse em que um investimento vá para o concelho.Manuela Estêvão referiu que o edil do Cartaxo “tem de ser responsabilizado pelo atraso e por não responder aos investidores”, enquanto Manuel Jarego recordou que a CCDR-LVT não teria colocado objecções à sustentabilidade do restaurante, suportado parcialmente em estacas de betão sobre o rio. O presidente da Câmara do Cartaxo mantém a posição que assumiu nessa reunião de só voltar a pronunciar-se acerca do assunto quando obtiver, por escrito, a decisão da CCDR-LVT.Paulo Caldas recordou a O MIRANTE que a área para onde está prevista a construção do restaurante está em zona de leito de cheia, pertencendo àquela entidade pronunciar-se acerca de avaliações do domínio hídrico. Admitindo, no entanto, que pensava que o processo iria ser mais breve.O autarca acusa ainda a oposição, e Manuel Jarego em particular, de tentativa de aproveitamento político da situação. “Contactei com o presidente e vice-presidente da CCDR-LVT e ambos asseguram não terem prestado qualquer informação aos vereadores do PSD”, revela Paulo Caldas.O MIRANTE contactou a CCDR-LVT via fax para saber a razão da demora na avaliação do projecto mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.Ricardo Carreira
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