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Um projecto sem paredes e sem corpos sociais

Um projecto sem paredes e sem corpos sociais

Instituto Bernardo Santareno arranca em Santarém com poesia do dramaturgo

Vicente Batalha dirige o instituto que pretende afirmar a identidade cultural de Santarém no país e no estrangeiro.

Edição de 12.04.2006 | Cultura e Lazer
O “Mês de Santareno”, a celebrar em Novembro, e a reedição da peça “A Promessa”, em 2007, são os primeiros projectos que o Instituto Bernardo Santareno (IBS) prevê realizar.O IBS, criado por iniciativa do presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), foi apresentado esta segunda-feira e terá como director Vicente Batalha, figura do meio teatral e também deputado municipal eleito pela CDU.Os principais projectos do IBS passam pela celebração dos 50 anos da peça “A Promessa” (1957) a reeditar em 2007. Fernanda Lapa foi convidada para encenar e divulgar a peça, pela sua relação pessoal e profissional com Bernardo Santareno, explicou Vicente Batalha. O instituto, disse, conta ainda com o envolvimento das companhias de teatro da cidade e com castings para os papéis da peça teatral. Já em Novembro, mês de nascimento do autor que tinha como nome de baptismo António Martinho do Rosário, decorre o “Mês de Santareno”, para divulgação da sua poesia, com a realização de recitais de poemas ditos e cantados. Com o apoio da Editorial Caminho, que detém os direitos sobre a obra do autor, pretende-se ainda reeditar três poemas que Bernardo Santareno publicou em 1954 e 1955 em Santarém, Lisboa e Coimbra. O IBS é, segundo o presidente da Câmara de Santarém, um projecto sem paredes e sem corpos sociais. Apenas uma entidade dirigida por Vicente Batalha na divulgação permanente da obra de Bernardo Santareno, de Almeida Garret e da cultura de Santarém. A colaboração de patrocinadores e mecenas, em conjunto com as receitas camarárias ditarão o funcionamento e crescimento do IBS. “Não acredito que entidades como o Instituto Português do Livro e da Biblioteca, Associação Portuguesa de Livreiros, Sociedade Portuguesa de Autores ou Associação Portuguesa de Escritores, por exemplo, fiquem de fora deste projecto”, aventou Moita Flores. Quanto à questão de criação de uma companhia de teatro profissional em Santarém, Vicente Batalha entende que seria uma situação desejável para dar corpo à ideia de um grupo do IBS integrar o circuito nacional e internacional de festivais de teatro.Mas, como explicou, essa situação depende de critérios como a qualidade artística do grupo e a sua auto-sustentabilidade para ser rentável e não sorver dinheiros aos cofres autárquicos. Uma situação que terá sempre de contar com uma nova sala de espectáculos em Santarém, com capacidade para cerca de 500 lugares. “Será necessária ter uma sala dessa dimensão para dar viabilidade ao projecto e pode ser que haja novidades este ano”, aventou o edil de Santarém. Os responsáveis dizem contar com o contributo da população e dos grupos de teatro locais na participação e divulgação da marca cultural identitária de Santarém.A autarquia escalabitana, adiantou Moita Flores, pretende com a criação do IBS, dar um novo impulso à cultura, trazendo ao concelho os maiores vultos do país nas áreas da arquitectura, escultura, pintura, entre outras.Ricardo Carreira
Um projecto sem paredes e sem corpos sociais

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