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Tudo na mesma

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Cartaxo e Fazendense empataram 0-0 num jogo que deixou muito a desejar
Edição de 12.04.2006 | Desporto
Sport Lisboa e Cartaxo e Associação Desportiva Fazendense disputaram, sábado, no Estádio Muncipal da Capital do Vinho, o jogo do ano do Campeonato Distrital da Primeira Divisão da Associação de Futebol de Santarém.Separadas por dois pontos no topo da classificação geral, era a ocasião para começar a decidir a conquista do título. Mas as duas equipas recearam-se uma à outra e a montanha pariu um rato. O resultado foi um empate sem golos, e por isso tudo ficou na mesma. Foi um jogo de fraca qualidade a que os espectadores, entusiastas, tiveram ocasião de presenciar. Se por um lado não se podia exigir muito mais ao Fazendense, porque ficou reduzido a 10 unidades ainda antes da meia hora de jogo. Já do Cartaxo, comandante da prova, esperava-se outro nível futebolístico e sobretudo uma maior velocidade de execução.A partida começou equilibrada. Cedo se viu que havia receio mútuo de perder, e ambos os treinadores optaram pelo reforço do meio campo. O jogo foi decorrendo insonso, sem qualquer remate à baliza até cerca da meia hora, altura em que, ainda de fora da área, o centro campista Job, do Cartaxo, resolveu desferir um remate forte que obrigou Sérgio à defesa da tarde.Logo a seguir, num lance de bola dividida, Nelson Rato, do Fazendense, foi admoestado com o segundo cartão amarelo e foi afastado do jogo. Foi uma das muitas más decisões do árbitro Valter Fortunato, que prejudicou o Fazendense e o jogo.Tudo se conjugava para que o Cartaxo vincasse alguma superioridade. Jogava no seu terreno e contra uma equipa que ficava em desvantagem numérica. Mas nada disso aconteceu. O jogo continuou monocórdico e sem emoção. Reconheça-se, desde já, que apesar de jogar com menos um jogador, o Fazendense não se desuniu. Foi sempre uma equipa proporcionalmente equilibrada, com ordem e sobretudo com critério na defesa da sua área – cada um dos seus jogadores que ficaram em campo, soube o que fazer em cada momento do jogo – mas acabou por ser uma equipa curta para sair para o ataque. As marcações funcionaram muito bem, impedindo que o seu adversário se organizasse ou criasse perigo.A excepção do jogo foi mesmo o remate de Job e a expulsão de Nelson Rato. Daí para a frente o Cartaxo não soube jogar em vantagem. Ficou mais tempo numa situação de expectativa do que de iniciativa, não conseguiu enervar o seu adversário e criar perigo.É certo que para essa situação muito contribuiu o bom jogo posicional dos visitantes, mas devem ser igualmente assacadas responsabilidades aos jogadores cartaxeiros. Os extremos Telmo Oliveira e Macieira nunca conseguiram ganhar a linha de fundo, os cruzamentos não surgiam, e assim sendo o avançado Hugo andou perdido na teia contrária. E o Cartaxo só teve mais uma oportunidade para chegar à vantagem e foi mesmo ao cair do pano, num cabeceamento de Bruno Brito, que passou muito perto do poste da baliza de Sérgio.O Cartaxo só mandou no jogo nos últimos 25 minutos, depois de Rui Santos mexer na equipa, tirando os médios Pipas e Job, colocando no seu lugar homens mais avançados, Bruno Brito e Pelarigo. Foram reajustamentos que deram mais trabalho ao Fazendense, mas sem resultados práticos.O jogo acabou como começou, sem golos. Um resultado que não agradou a nenhuma das equipas. Mas que, perante as contingências, acabou por ser um prémio para a abnegação dos jogadores do Fazendense. O Cartaxo continua numa posição favorável, mas não pode adormecer na forma, porque os quatro jogos que faltam vão ser muito duros, e a equipa de Fazendas de Almeirim está logo ali à espreita.A arbitragem foi como o jogo, má. Valter é Fortunato mas não tem a fortuna de ser um bom árbitro. Não tem critérios definidos, ora assinala uma falta e mostra cartão amarelo, para logo a seguir deixar passar em claro uma situação idêntica.Falta-lhe também uma das coisas mais importantes para ser um bom árbitro: o bom senso. Com a expulsão, forçada, de Nelson Rato, condicionou o jogo, e com a vontade de ser protagonista, até inventou uma nova lei, de que os fotógrafos identificados com o colete oficial da Federação Portuguesa de Futebol não podiam estar para lá da linha de fundo a fazer o seu trabalho. Simplesmente ridículo.
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