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Freguesia de Vila Franca aprova contas

Edição de 12.04.2006 | Política
A Assembleia de Freguesia de Vila Franca de Xira aprovou, na segunda-feira, 10 de Abril, o relatório de contas referente à actividade da junta no ano de 2005. O documento mereceu a abstenção da CDU, do Bloco de Esquerda e da coligação Mudar Vila Franca, pelo facto de abranger um período em que ainda não faziam parte do órgão. De acordo com o relatório de contas, a freguesia de Vila Franca atingiu em 2005 uma receita de 1,367 milhões de euros, representando uma taxa de execução orçamental de 99,8 por cento. Em relação às despesas, o total foi de 1,350 milhões de euros e a taxa de execução orçamental de 98,1 por cento. Entre as principais despesas da junta estiveram as despesas com o pessoal e a aquisição de serviços, como os serviços de higiene e limpeza, vigilância e segurança e manutenção de parques e jardins. Na apresentação do documento, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca sublinhou a melhoria “quantitativa e qualitativa” dos serviços prestados pela junta aos fregueses. Estendendo a análise ao mandato entre 2001 e 2005, José Fidalgo destacou como principais objectivos cumpridos pelo executivo as novas instalações da sede da junta e das delegações de Povos e Bom Retiro, o carro estafeta e o carro oficina, como meio de aproximar a junta de freguesia dos cidadãos, e a implementação do CAF, o projecto que visa tornar mais eficientes os procedimentos administrativos. Da parte da oposição, as críticas foram, sobretudo, dirigidas à data de aprovação do documento pela Assembleia de Freguesia previamente inscrita na capa do relatório. Rita Lima, da bancada da CDU, considerou esta uma atitude “arrogante” por parte do executivo da junta de freguesia e uma “falta de respeito para com toda a assembleia”. Defendendo que “isto não se pode passar 32 anos depois do 25 de Abril”, Rita Lima dirigiu-se à bancada socialista lamentando que “os jovens do PS se deixem enredar” e não se importem por não poderem exprimir o seu voto livremente. As bancadas do Bloco de Esquerda e da coligação PSD/CDS-PP mostraram também a sua “perplexidade” pela presença da data de aprovação do documento. Orlando Silva, da coligação Mudar Vila Franca, referiu que “parece que estamos a fazer ofício de corpo presente”.A bancada da CDU questionou ainda desinvestimento nas comemorações do 25 de Abril em 2005 e, por outro lado, o aumento dos gastos em 500 por cento, de seis mil para trinta mil euros, para o Dia da Cidade. O presidente da junta explicou que a verba destinada às comemorações do 25 de Abril foram transferidas para as colectividades que organizaram iniciativas. Já em relação ao Dia da Cidade, José Fidalgo esclareceu que os 30 mil euros se destinaram a promover iniciativas ao longo do ano no âmbito da homenagem a Aves Redol, cidadão de mérito de 2005.

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