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Rodoviária ameaça acabar com passe social

Rodoviária ameaça acabar com passe social

Passageiros do concelho de Vila Franca podem pagar mais 50 por cento

A empresa que assegura o transporte rodoviário no concelho de Vila Franca de Xira ameaça acabar com o passe social multimodal. Se as negociações com o Governo falharem os passageiros pagam mais 50 por cento pelo transporte.

Edição de 12.04.2006 | Sociedade
A Rodoviária de Lisboa, empresa que opera no concelho de Vila Franca de Xira ameaça sair do sistema de passe social se não receber uma resposta positiva do Governo e dentro do prazo que termina no final de Abril. Se não houver acordo os passageiros vão ter de pagar mais 50 por cento pelo passe.Os operadores de transporte colectivo querem saber se o Governo vai manter o sistema e exigem iniciar negociações imediatamente para fixarem as compensações financeiras pelo transporte público. O acordo, negociado em 2005, termina dia 30 de Junho e as transportadoras são obrigadas a informar os passageiros das alterações 60 dias antes do fim do prazo, ou seja, dia 30 de Abril. Os operadores, reunidos na Associação Nacional de Transportadores Pesados de Passageiros (Antrop), já pediram uma reunião à secretária de Estado dos Transportes. Ana Paula Vitorino disse que vai iniciar brevemente conversas com as transportadoras, para saber as condições que vão colocar.Corrêa Sampaio, presidente da Rodoviária de Lisboa acusa o Governo de estar a “fazer política social à custa dos operadores privados”.Numa entrevista ao DN, o responsável da operadora do Grupo Barraqueiro alerta que “o fim do passe multimodal pode implicar para alguns passageiros um aumento da ordem dos 50 por cento sobre o título actual”. Corrêa Sampaio aponta os casos dos passes da 3ª idade e das crianças, que representam 30 por cento dos títulos vendidos, onde o “preço cobrado apresenta um desconto de 53 por cento, assumidos pelos operadores privados”. A produção do serviço, acusa: “Tem um custo e o Governo fixa tarifas abaixo desse custo”. Corrêa Sampaio considera que este ano “não existem razões para o atraso das negociações”. Em 2005, as negociações terminaram em Setembro mas, adianta, “como o Governo tomou posse em Março, demos algum tempo para estudar os dossiers. Este ano não há razões para isso”.
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