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Trinta anos de queixas

Trinta anos de queixas

Moradores da Costa Brava, Riachos, exigem saneamento e pavimentação

Os moradores ameaçam tomar uma posição mais firme caso a Câmara de Torres Novas não garanta a realização de obras no próximo ano.

Edição de 12.04.2006 | Sociedade
Esgotos a correr a céu aberto, canalizações deficientes, pavimento em péssimo estado e falta de iluminação pública. É com este cenário caótico que os moradores da rua da Costa Brava, em Riachos, se confrontam cada vez que saem à porta de casa. Uma situação que se arrasta há mais de trinta anos e que não tem vindo a merecer a atenção da Câmara de Torres Novas, apesar dos apelos da população.Numa rua que alberga cerca de quarenta famílias e que dá acesso às localidades da Meia Via e Entroncamento, os automobilistas deparam-se com uma estrada completamente esburacada, sem bermas definidas e com o alcatrão de tal forma gasto e remendado que facilmente se percebe a sua longevidade.Os moradores garantem que o primeiro alcatrão que se espalhou na rua data de 1973, altura em que organizaram uma festa para angariar fundos no sentido de melhorar as condições daquela estrada. Desde essa altura as únicas intervenções feitas na Costa Brava serviram apenas para tapar buracos.José Ferreira, porta–voz dos moradores da Costa Brava, explica que a situação tem vindo a piorar com o passar dos anos e lamenta que a autarquia não considere prioritária a intervenção naquela rua: “Infelizmente tenho de admitir que nos sentimos esquecidos. Esta estrada é um perigo, por muito que os automobilistas circulem com precaução. São buracos atrás de buracos. A verdade é que está ainda pior do que quando era de terra batida, porque nessa altura não havia tanto trânsito”.Os moradores deparam-se ainda com a falta de saneamento básico na rua. Os esgotos vão directamente para as fossas sépticas, que muitas vezes não são despejadas atempadamente, provocando o escoamento dos esgotos a céu aberto pelas valas que percorrem a rua. O mau cheiro é inevitável e mais uma vez a qualidade de vida e a saúde pública dos munícipes é colocada em causa.“Hoje em dia é impensável que nos Riachos ainda existam casas com esgotos a correr para as fossas sépticas, quando há colectores a norte e a sul da vila prontos a funcionar. Para além de termos de gastar dinheiro para despejar as fossas, ainda temos de suportar os maus cheiros que trespassam, especialmente no Verão”, lamenta José Ferreira.E se os moradores falam na falta de saneamento básico e na urgência da pavimentação da estrada, o presidente da Junta de Freguesia de Riachos, João Cardoso, vai mais além e acrescenta a necessidade de rever a canalização e a iluminação pública da rua.“Na rua da Costa Brava falta tudo. Os moradores sofrem com os maus cheiros das fossas, com os buracos da estrada, com a canalização imperfeita e com a falta de iluminação pública. Têm bem do que se queixar. Se eu tivesse sido ouvido pela câmara, esta rua teria tido prioridade em relação às outras obras que estão a ser feitas em Riachos”, diz João Cardoso.Durante os últimos anos, os moradores da rua da Costa Brava têm feito chegar as suas queixas à junta de freguesia de Riachos, no sentido de que esta interceda junto da Câmara de Torres Novas, a quem há cerca de quinze dias também enviaram uma carta com o pedido de uma reunião com o presidente António Rodrigues. Mas até agora nada foi feito e os moradores da rua da Costa Brava continuam à espera. “Nós compreendemos a conjuntura actual e as dificuldades que a câmara atravessa, e por isso estamos dispostos a esperar. Mas, também queremos que nos garantam que em 2007 comecem as obras na rua da Costa Brava. Caso contrário teremos de tomar uma posição mais firme”, ameaça José Ferreira.O MIRANTE tentou contactar a Câmara Municipal de Torres Novas a fim de obter a sua posição quanto a este assunto, no entanto a autarquia não se mostrou disponível, até ao fecho desta edição, para prestar qualquer esclarecimento.Carla Paixão
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