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Uma história de sofrimento

Edição de 12.04.2006 | Sociedade
Maria Celeste Carqueja tinha 39 anos e acabava de dar à luz o seu segundo filho. Foi na Maternidade Alfredo da Costa. Há 20 anos. A mulher achou estranho que não lhe colocassem ao lado o bebé, acabado de nascer.Só no segundo dia soube o que o destino lhe tinha voltado a pregar uma partida para a vida inteira. Maria Celeste Carqueja, portadora de uma deficiência física, mãe de um menino saudável de 14 anos, tinha agora em cima de si mais um fardo: um bebé com trissomia 21.À distância de duas décadas a dor é a mesma. As lágrimas correm-lhe pela face como naquele dia em que chegou a pensar acabar com o sofrimento.O bebé ficou internado até aos nove meses. Davam-lhe pouco tempo de vida. Mas vingou. Só com a ajuda do marido Maria Celeste Carqueja conseguiu superar as dificuldades. O jovem de 20 anos, que por vezes tem ataques violentos, passa os dias no Centro de Recuperação Infantil de Benavente. Regressa a casa todos os dias, mas as forças já vão faltando à mãe para a difícil tarefa de o acompanhar. Maria Celeste tem esperança de que a residência da instituição possa vir a albergar o filho.O marido, antigo trabalhador rural, foi internado há pouco mais de uma semana para ser operado às duas pernas. Três meses depois de se reformar como funcionário de uma creche. Maria Celeste Carqueja está sozinha em casa, com o filho com deficiência a seu cargo e sem grande mobilidade. Valem-lhe os vizinhos e os amigos que reconhecem a força de uma mulher atormentada pelo sofrimento que nunca se deixou vencer pelas dificuldades.

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