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Trabalhadores da GM de Azambuja receiam desemprego

Trabalhadores da GM de Azambuja receiam desemprego

Encerramento “será uma catástrofe social na região”

A hipótese do Opel Combo começar a ser produzido em Espanha lançou o receio junto dos trabalhadores da GM de Azambuja. O encerramento da unidade é visto como uma catástrofe social que atingirá mais de mil famílias.

Edição de 19.04.2006 | Economia
Os trabalhadores da General Motors (GM) Portugal exigiram, esta quinta-feira, aos responsáveis europeus da empresa explicações sobre o futuro da fábrica da Opel da Azambuja, alertando que o encerramento em 2009 poderá criar “uma catástrofe social na região”. A empresa tem 1200 trabalhadores directos e gera mais de seis mil empregos.O porta-voz da GM Portugal, Nelson Silveira, garantiu em Fevereiro que os modelos Opel Combo continuarão a ser produzidos em Portugal até 2009 e que a possibilidade de encerramento da fábrica em 2008, noticiada pela imprensa, é “pura especulação”.O porta-voz da Comissão de Trabalhadores, Paulo Vicente, afirmou que os trabalhadores da empresa estiveram reunidos quinta-feira em plenário para discutir a situação da empresa.Os trabalhadores conseguiram agendar uma conferência telefónica com os responsáveis na terça-feira e decidiram marcar um plenário para quarta para analisar o que foi dito, revelou Paulo Vicente.O responsável adiantou que as últimas informações relativamente à empresa são de que irá continuar a produzir automóveis até 2009, mas que a partir daí não sabem o que vai acontecer, criando “grande instabilidade” nos trabalhadores.Por outro lado, acrescentou, têm surgido “rumores” de que o modelo Opel Combo poderá começar a ser produzido em Espanha já no próximo ano. “Nós não queremos que isso aconteça”, frisou.“A ser confirmada, não se entende a decisão, porque a fábrica da Azambuja é uma das mais competitivas da multinacional em toda a Europa”, acrescentou Paulo Vicente.Para o responsável, esta pode ser uma decisão política para não fechar o terceiro turno de Saragoça e não despedir 500 espanhóis.No entanto, “enviará mais de mil portugueses para o desemprego, criará uma catástrofe social na região e afectará ainda mais o já debilitado tecido industrial português”, sublinhou.Paulo Vicente lembrou ainda que GM Europa está a efectuar um estudo que poderá levar à transferência da fábrica de Azambuja para Saragoça.O porta-voz da General Motors (GM) Portugal garantiu em Fevereiro que qualquer decisão sobre as fábricas só será tomada depois de concluído o estudo, o que deverá acontecer no Verão.A GM Portugal indica que esse estudo inclui a identificação de formas de melhorar a componente custos e a obtenção de receitas.A fábrica da Azambuja registou em 2005 uma produção recorde de 73.711 unidades, dos quais 65 por cento Combo Van (comerciais ligeiros) e 35 por cento Combo Tour (ligeiros de passageiros).MIRANTE/LUSA
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