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Administração pública não sabe negociar

Edição de 19.04.2006 | Sociedade
Economia, eficácia e eficiência são palavras que fazem parte dos requisitos exigíveis quando toca à realização de despesas por parte dos organismos da Administração Pública, mas esses factores são muitas vezes “ultrapassados” por falta de “sabedoria” negocial por parte de quem compra o produto ou o serviço.Como disse o presidente do conselho de administração do Hospital de Vila Franca de Xira, orador convidado na quinta-feira, 6 de Abril, pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT) para falar do regime jurídico na Administração Pública, “só há boas compras quando se fazem bons negócios”.E, na opinião de Mário Bernardino, a Administração Pública não tem sabido negociar favoravelmente os produtos e/ou serviços porque lhe faltam profissionais competentes.Dando como exemplo o sector da saúde, que conhece melhor, Mário Bernardino referiu que boa parte das despesas correntes dos hospitais dizem respeito à aquisição de bens e serviços. “E quando isso acontece, quanto melhor se negociar mais dinheiro se poupa ao erário público”.“Cada vez há mais profissionais de venda mas a Administração Pública têm-se esquecido de formar profissionais de compra. É por isso que geralmente o Estado sai lesado nas negociações”.Apostar na profissionalização de elementos que compõem o júri de concursos para aquisição de bens e serviços é uma das alterações que o administrador do Hospital de Vila Franca sustenta na próxima revisão do Decreto Lei 197/99, “que poderá já acontecer para o ano”.

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