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Internet a duas velocidades

Internet a duas velocidades

Região gasta quase 20 milhões de euros nas novas tecnologias de informação

As autarquias da região estão a melhorar a sua presença na internet mas ainda há muito por fazer

Edição de 19.04.2006 | Sociedade
Os municípios ribatejanos da Lezíria e Médio Tejo têm previstos gastos na ordem dos 20 milhões de euros para criar duas regiões digitais até ao final do ano. A disponibilização on-line de serviços da administração local é uma das faces mais visíveis destes projectos mas ainda há muito por fazer.A situação mais complicada acontece com o Médio Tejo Digital que não tem sequer ainda uma face visível, ou seja, nem sequer existe como portal. O projecto, homologado em Junho de 2004, está a ser promovido pela Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) mas só recentemente começou a avançar de forma sustentada.Segundo o presidente da Junta da CUMT, António Paiva, foi necessário proceder a uma reprogramação do projecto inicial, que terminou recentemente, e o sistema só deverá estar a funcionar em pleno no início do próximo ano.As autarquias da CUMT já contrataram técnicos de informática, que serão responsáveis pelo chamado “back-office” do site de cada autarquia. A sua principal missão será garantir o suporte aos processos internos da autarquia que são necessários para que esta possa prestar o serviço aos munícipes. Exemplos são os sistemas de gestão de processos de licenciamento de obras.O Médio Tejo Digital funcionará com base num centro de dados (Internet Data Center), que ficará sedeado em Abrantes e que possibilitará a comunicação entre todas as autarquias aderentes. A parte de hardware já está na posse da CUMT. Falta apenas o software necessário ao funcionamento do sistema, que deverá estar disponível em breve.Os sites do Médio Tejo vão ser desenvolvidos com base no conceito de “cliente regional”. Ou seja, o cidadão ou a empresa que se registe terá acesso a todos os serviços on-line de todas as autarquias da CUMT.Uma situação que permitirá, por exemplo, que quem tenha processos a decorrer em Abrantes, Tomar e Torres Novas, os possa consultar com uma mesma senha de acesso, sem necessidade de se registar em cada uma das autarquias. Um cidadão de um determinado concelho poderá também obter um bilhete para utilizar uma piscina ou ver um espectáculo num concelho diferente.António Paiva aponta o site da Câmara de Abrantes como uma referência para o que serão os restantes sites do Médio Tejo Digital.Lezíria mais avançadaMais avançado está o Ribatejo Digital – www.ribatejodigital.pt que junta os onze municípios da Lezíria do Tejo. O sistema assenta numa plataforma comum, na qual estão alojados todos os sites das autarquias, mas há diferenças significativas nas ofertas de cada município.Diferenças que começam logo naquela que foi apontada desde início como uma das principais valências deste projecto, o GeoRibatejo, um programa que pretende dotar a Lezíria de um cadastro urbano digital, à escala 1/2000 para os principais aglomerados urbanos definidos nos PDM.Para já apenas Almeirim e Alpiarça disponibilizam este sistema que permite efectuar pesquisas por morada ou actividade económica e também gerar mapas com informação estatística de uma forma rápida e eficaz. Com o GeoRibatejo pode pedir uma planta de localização da sua propriedade, consultar o PDM ou fazer um pedido de informação prévia.O gestor do projecto Ribatejo Digital, António Torres, justifica o atraso da aplicação deste sistema nos restantes municípios com atrasos na digitalização do cadastro rústico, que está a ser feita em parceria com o Instituto Geográfico de Portugal. Toda a informação tem de ser validada por diversos organismos o que atrasa bastante o processo.Para António Torres, o Ribatejo Digital, por ter sido um dos primeiros sistemas do género a avançar sofreu com alguma falta de preparação das próprias empresas que produzem os softwares, que estavam habituadas apenas a desenvolver aplicações internas a cada município e não acessíveis ao grande público.“É um bebé que tem de ser alimentado todos os dias. Vamos uniformizar mais formulários e disponibilizar mais informação mas penso que estamos já num patamar razoável”, afirmou o gestor do Ribatejo Digital.O Ribatejo Digital foi desenvolvido igualmente para combater a info-exclusão. Para tentar consegui-lo, foi disponibilizado o acesso gratuito à internet em todas as 91 freguesias da Lezíria do Tejo. Existe também uma vertente voltada para o tecido empresarial da região, que está a ser coordenada pela Nersant e que pode ser acedido em www.ribatejoempresas.com.Os sites dos municípios da Lezíria permitem pesquisar, por exemplo, um restaurante ou um hotel num dos 11 concelhos. Pode-se também pesquisar espectáculos por data, tipo de evento e concelho. Os utilizadores mais “interactivos” podem participar na “praça pública”, uma zona do site onde existe um fórum onde cada um pode deixar a sua opinião ou participar em sondagens. Jorge Guedes
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