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Ribanceira sem protecção no Sobralinho

Moradores receiam “ratoeira mortal” e queixam-se de inércia das autoridades

Uma criança caiu numa ribanceira desprotegida no Sobralinho e foi amparada por uma oliveira que evitou a tragédia. Os pais e vizinhos responsabilizam a câmara por ter abandonado o local há dois anos.

Edição de 19.04.2006 | Sociedade
Em 2004 parte de uma barreira de terras cedeu no Bairro José Daniel, no Sobralinho., devido às chuvas. Na altura, a Protecção Civil colocou, como medidas provisórias, um toldo impermeável a cobrir a ribanceira e uma fita de plástico como protecção. No entanto, dois anos depois a situação mantém-se, constituindo zona de risco para os moradores. Há três semanas uma criança de oito anos caiu pela ribanceira, que tem mais de quatro metros de altura. De acordo com o pai, Felismino Monteiro, o facto de a menina ter sido aparada por uma oliveira que se encontra ao fundo da ribanceira evitou o pior. “O que aqui está é uma ratoeira da morte”, diz, indignado, Felismino Monteiro. Neste momento, a criança continua a ser acompanhada pelos médicos, já que “anda nervosa, tem vomitado e não dorme em condições”, refere o pai. Depois do acidente, Felismino Monteiro contactou a GNR que foi ao local e tomou nota da ocorrência.Para além dos riscos com a falta de protecção na ribanceira, os moradores do Bairro José Daniel temem novas derrocadas. Rui Coutinho diz que nos últimos tempos, e sobretudo depois das fortes chuvadas, o alcatrão da borda da estrada tem vindo a abrir cada vez mais. “Temos medo que alguém caia ou que a própria estrada ceda, arrastando carros e casas”. O receio levou a que os moradores se tenham dirigido por diversas vezes à Junta de Freguesia do Sobralinho, ainda no tempo do anterior presidente. Da parte da junta receberam a garantia que já tinham alertado a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para a situação.Rui Coutinho, explica que na origem do aluimento das terras, em 2004, terá estado a intervenção feita pelos SMAS, há já alguns anos para renovar as canalizações. Segundo refere, os terrenos começaram a ceder depois de as obras terem estado paradas durante uma semana por causa da chuva, o que fragilizou os terrenos. Manuela Coutinho, que mora há 30 anos no bairro, diz que “é um perigo que está aqui. Já fizemos aquilo que devíamos fazer”. A moradora acrescenta que “agora nem deixamos as crianças vir para este lado brincar, mas são crianças”. António da Silva Lopes, há 38 anos no bairro, acredita que o pior ainda não aconteceu, porque “as chuvas não têm sido o que eram, mas vê-se bem que o terreno tem vindo a inclinar cada vez mais”. Contactado por O MIRANTE, o vereador Francisco Vale Antunes, garantiu que a protecção Civil vai tomar “medidas imediatas para evitar riscos, fazendo o barramento da área circundante”. O vereador adiantou que, posteriormente, vão realizar uma avaliação técnica para saber a que intervenção é necessário proceder.Sobre o tempo decorrido desde a derrocada sem que nada tenha sido feito, Vale Antunes referiu que a situação “não ficou esquecida, mas não tinha sido potenciado nenhum risco”. Sara Cardoso

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