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Três famílias realojadas na Azinhaga

Três famílias realojadas na Azinhaga

Câmara Municipal da Golegã quer dar casa a mais 50 famílias carênciadas

A Câmara da Golegã entregou as três últimas habitações sociais de um conjunto de 19 previstas num projecto iniciado há dois anos e vai apresentar um candidatura para mais 50 fogos.

Edição de 19.04.2006 | Sociedade
É com um sorriso escondido por detrás de um olhar envergonhado que Adriana, 11 anos, observa atentamente a mãe a receber das mãos do presidente da Câmara Municipal da Golegã, José Veiga Maltez, as chaves da nova casa, no edifício S. Sebastião, na freguesia da Azinhaga. Para trás vão ficar as recordações de uma casa pequena e degradada, onde vivia com os pais e mais três irmãos. Esta é uma das três famílias que na passada segunda-feira, 17 de Abril, foram contempladas com a atribuição de uma habitação social, no âmbito da política de combate à pobreza e exclusão social da autarquia da Golegã. E que encerra o processo de realojamento iniciado há dois anos pela autarquia, que previa a atribuição de habitação social a 10 famílias da Golegã e 9 da Azinhaga. O processo resultou de uma candidatura apresentada ao Instituto Nacional de Habitação (INH), no ano 2000, que financiou o projecto em cinquenta por cento da sua execução, como explicou ao jornal O MIRANTE o chefe de gabinete de apoio à presidência da Câmara Municipal da Golegã, Carlos Melancia. Alheia a tudo o que se passa à sua volta, a mãe da Adriana, Helena Coelho, não cabe em si de contente e garante que esta é uma oportunidade que lhe é dada para “finalmente conseguir ser feliz” e oferecer aos filhos “uma casa digna”. A resposta ao desalento desta família surge seis anos depois de se ter candidatado à habitação social da autarquia e, por isso, a ansiedade era bem visível na altura em que Helena Coelho se viu com as chaves da nova casa nas mãos. “A casa ainda não tem nada lá dentro, mas nós hoje já cá ficamos de certeza. Nem que seja só com um colchão no chão. Depois, aos poucos, vou arranjando o resto”, garante Helena Coelho.Habituada a viver numa casa em que “as paredes se faziam pretas por causa da humidade”, esta família espera agora conseguir “encontrar um novo caminho”, longe das dificuldades que enfrentaram em tempos recentes. E nem a renda da casa, que terão de pagar ao fim do mês, lhes rouba o entusiasmo: “Vou pagar 50 euros de renda por uma casa maravilhosa, com todas as condições. Nos dias de hoje, isso não é nada. O que interessa é que vamos começar uma vida nova”, diz Helena Coelho.Sandra Bento, a psicóloga responsável pelo gabinete de educação da Câmara Municipal da Golegã, reconhece que aquele dia vai certamente ficar marcado na memória das três famílias realojadas e lembra que o trabalho da autarquia não se vai ficar por aí: “Estas famílias eram as mais carênciadas da freguesia da Azinhaga. Vêm de situações muito complicadas e, de repente, deparam-se com uma casa nova, com todas as condições. Isto tudo é novidade para eles e, por isso, vão precisar de um acompanhamento especial, pelo menos nos primeiros tempos”.Entretanto, já há uma segunda candidatura apresentada ao INH, para o realojamento de mais 50 famílias do concelho. Caso a autarquia tenha luz verde para avançar, as habitações serão construídas de raiz e respeitando a arquitectura tradicional, junto ao Bairro da Segunda Fase, na Golegã, e no terreno da fábrica do bagaço, junto às escolas da Azinhaga.Carla Paixão
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