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Distrital à espreita

Derrota em casa com o Elvas por 2-1 tornou a permanência uma missão quase impossível

Ainda faltam disputar quatro jogos, a manutenção é matematicamente possível, mas a missão muito complicada. Com a derrota frente ao Elvas, o Estrela Ouriquense poderá ter assinado este domingo a guia de marcha de regresso ao distrital.

Edição de 26.04.2006 | Desporto
O Estrela Ouriquense perdeu este domingo com o Elvas, por 2-1, e tornou a luta pela manutenção uma tarefa quase impossível. Se é verdade que matematicamente a permanência ainda pode ser conseguida, na prática as coisas estão muito complicadas e só com muita sorte a equipa do concelho do Cartaxo poderá escapar à descida ao distrital.Pior que a diferença para a zona de promoção, actualmente de seis pontos, metade dos possíveis de conquistar em quatro jogos, é o estado físico e anímico da equipa. Ainda por cima, o Santana, 13º classificado, tem vantagem no confronto directo com a equipa ribatejana.Sem condições de treino durante uma longa parte da época, os níveis físicos dos jogadores estão aquém do que seria necessário para lutar até ao fim. Pior ainda está a falta de confiança dos atletas nas suas capacidades, que foi uma das razões – talvez a principal – para a derrota e a exibição confrangedora frente ao Elvas. Quer enquanto esteve empatada, quer depois a perder, a equipa do Ouriquense mostrou-se sempre com pouca confiança. Os jogadores trocavam a bola como se ela queimasse, discutiam uns com os outros sem razão aparente e não criavam oportunidades de perigo, apesar do adversário, sétimo no campeonato, demonstrar algumas fragilidades.A formação de Vila Chã de Ourique dominou a primeira metade da etapa inicial. Com o vento pelas costas, os jogadores da casa iam tentando pressionar o último reduto alentejano, mas faziam-no de forma atabalhoada. Em vez de tentar as incursões pelas laterais, onde o adversário dava sinais de alguma fraqueza, os jogadores preferiam os passes compridos na zona central, onde, de frente para a bola, os defesas elvenses não tinham grandes dificuldades.E foi a equipa visitante a primeira a causar perigo de jogo. Com 25 minutos jogados, num lance puro de contra-ataque com apenas quatro toques, Maxell apareceu isolado frente a Pedro Miguel mas o remate saiu frouxo e ao lado da baliza.A melhor jogada do Ouriquense na primeira parte saiu dos pés de Sérgio Mendes, o jogador mais esclarecido da equipa em termos ofensivos. O extremo direito entrou bem pelo seu flanco e cruzou para a zona de baliza onde João Diogo, com tempo para fazer melhor, atrapalhou-se com a bola e permitiu que o guarda-redes se colocasse e defendesse com segurança.Ao intervalo, Jorge Peralta mexeu na equipa. Tirou Alcobia e o desinspirado João Diogo, colocando nos seus lugares Sérgio Duarte e Marco Neves, abrindo assim a frente de ataque da sua equipa.Os primeiros minutos até correram bem e, aos seis minutos, Gonçalo Francisco teve nos pés a melhor oportunidade da sua equipa durante todo o jogo. Com tempo e espaço à entrada da área, o médio do Ouriquense dominou a bola com o peito e rematou forte para a baliza. A bola ainda tabelou num adversário e o guarda-redes teve de se esticar todo para dar uma palmada para canto e evitar que o esférico entrasse na baliza.Mas ficou-se por ai a “pressão” dos homens na casa. O Elvas rectificou marcações e já com Vítor Firmino em campo, chegaria ao primeiro golo, quando iam decorridos 17 minutos. A defesa do Estrela ficou a ver jogar Alex, que assistiu Palancha, que rematou colocado batendo Pedro Miguel.Se já jogava pouco, a partir daí o Ouriquense passou a jogar ainda pior. Para um jogo que era de tudo ou nada, os jogadores estiveram sempre muito presos de movimentos e tiveram uma atitude demasiado passiva para o que se lhes pedia, que era vencer o jogo.Os visitantes, que jogavam de forma segura e eficaz, tinham as operações controladas e, aos 32 minutos, o argentino Delmoro, que já jogou no Fátima, assistiu milimetricamente Cristiano, que não foi egoísta e passou para Cuvilito, que só teve de encostar o pé para fazer o 2-0. Uma facilidade desconcertante.Em cima do minuto 90, o árbitro, que esteve ao nível do jogo, deixando jogar sem estar constantemente a apitar, assinalou um pénalti muito duvidoso, castigando uma pretensa mão de Palacha. Ficou toda a sensação que foi bola na mão e não mão na bola, uma vez que o jogador não mexeu o braço, que tinha junto ao corpo.Marco Neves converteu a grande penalidade mas foi insuficiente para evitar a derrota do Ouriquense, que assim caminha a passos largos para o distrital.

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