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Dívida no centro das atenções

Dívida no centro das atenções

Relatório e Contas de 2005 da Câmara de Santarém aprovados

Em 2005 a Câmara de Santarém apenas executou 34 por cento do montante que estava previsto para investimento.

Edição de 26.04.2006 | Política
As contas de 2005 da Câmara de Santarém foram aprovadas na reunião do executivo de 17 de Abril, em que apenas o vereador da CDU, José Marcelino, se absteve.O relatório e as contas de 2005 foram elogiados pelos vereadores do PS, que consideram que os documentos vêm “desmentir” as acusações de elevadas despesas com pessoal e espelham que a dívida total da câmara é inferior aos valores anunciados pelo PSD. Recorde-se que o ano em causa reporta, em grande parte, à gestão socialista do anterior mandato, e a apenas dois meses do actual maioria. O vereador socialista Rui Barreiro, presidente de câmara no anterior mandato, realçou que as despesas com pessoal representam 48 por cento da despesa corrente, quando em 2002 eram de 58,45 por cento. Ao passo que a dívida da câmara reflectida nas contas do ano passado é de pouco mais de 40 milhões de euros e não os 80 milhões assumidos pela maioria PSD.“É significativo que se mantém em aberto a possibilidade de a câmara recorrer ao crédito bancário. Este documento mereceria o nosso aplauso caso não tivesse a introdução a cargo de Ramiro Matos”, acrescentou Rui Barreiro.O também socialista Manuel Afonso aduziu que, feitas as contas, a dívida da câmara é de cerca de 42 milhões de euros. Realçou ainda os depósitos bancários superiores a um milhão de euros e lembrou que os juros diários relativos ao serviço da dívida representam cerca de 2.700 euros ao contrário dos anunciados 40 mil euros. Recordou ainda que, se existe dívida, é porque foram feitas diversas obras, caso do fecho da circular urbana, saneamento básico, requalificação de ruas, arranjo do largo do Seminário, entre outras.O vice-presidente da Câmara de Santarém voltou à carga com a dívida da autarquia, para recordar que além da dívida contabilizada no balanço de cerca de 51 milhões de euros (45,9 milhões em 2004), há que ter em conta que os encargos assumidos pela câmara ascendem aos 80 milhões de euros. O autarca social-democrata ressalvou que, em matéria de dívida, não se podem fazer simples subtracções de números e ironizou que o PS parece estar “sossegado” com uma alegada dívida total de 50 milhões de euros.Ramiro Matos realçou a fraca execução orçamental (53 por cento) e o investimento que se cifrou apenas nos 34,16 por cento, o que representa um decréscimo de investimento de 5,5 milhões de euros em 2005.Pelo lado da CDU, José Marcelino também denotou a baixa taxa de execução de obras e o decréscimo de sete milhões de euros nas receitas face a 2004.O vereador mostrou-se, contudo, “mais assustado com o escândalo dos 50 dias úteis que cada trabalhador da Câmara de Santarém falta, em média, ao serviço. Uma subida de 87 por cento em relação a 2004, com 28 dias úteis”, destacou.O combate ao absentismo e o incremento da formação profissional dos quadros são, segundo Ramiro Matos, assuntos em que a câmara terá que se empenhar para garantir maiores níveis de eficiência.Durante a votação os vereadores de PS e PSD votaram a favor do Relatório e Contas de 2005, enquanto José Marcelino optou pela abstenção.Ricardo Carreira
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