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Município de Benavente resistiu à crise

Município de Benavente resistiu à crise

Contas foram aprovadas com abstenção da oposição

Benavente passou ao lado da crise. O município terminou o ano de 2005 com uma poupança corrente superior a um milhão e 215 mil euros e com uma taxa de execução de investimento de 70 por cento. A oposição absteve-se na votação das contas.

Edição de 26.04.2006 | Política
A taxa de execução de investimento no município de Benavente rondou os 70 por cento e os cofres da autarquia terminaram o ano com uma poupança corrente superior a um milhão e 215 mil euros. Valores que fazem inveja a muitas câmaras da região e que revelam que Benavente passou ao lado da crise.As contas, o relatório de gestão e o inventário de todos os bens registados foram aprovados a 17 de Abril por maioria e com a abstenção dos eleitos do PS e da coligação “Por um Futuro Diferente”.António Neves (PS) disse não ter tido tempo e condições para analisar os documentos com a profundidade necessária. “Não me sinto em condições para dar alguma opinião, são documentos muito técnicos e não estou habilitado a fazê-lo”, referiu. O autarca socialista reafirmou confiança nos técnicos da câmara e disse que qualquer comentário “mal fundamentado” poderia conduzir a más interpretações.Na bancada PSD/CDS-PP, Salvador Mendes, disse a O MIRANTE que absteve-se porque não estava preparado tecnicamente para discutir os documentos. Contudo, o autarca considerou que “os números apontam para uma gestão sólida e revelam que a câmara goza de boa saúde financeira”. Segundo o eleito da coligação “tem havido uma gestão cautelosa”.O presidente da câmara explicou que os documentos foram entregues aos vereadores com oito dias de antecedência (a lei obriga a que o sejam até 48 horas antes da reunião). António Ganhão (CDU) referiu que o ano terminou com uma execução agradável e sem grandes diferenças em relação ao projectado no orçamento. ”O segredo é orçamentar com rigor e não gastar mais do que podemos e devemos”, disse Segundo o edil, as receitas de capital foram inferiores porque algumas obras derraparam nos prazos e a câmara não vendeu habitações e terrenos que tinha previsto alienar. Já as receitas dos impostos directos confirmaram as previsões. Apesar da cobrança do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) ter ficado aquém do esperado, esta redução foi compensada pela subida da receita do Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT).Ganhão frisou que “não há nenhum indicador negativo no relatório”, mas mostrou-se preocupado com os excessivos gastos com pessoal.A câmara tem 450 trabalhadores, sendo 87 por cento efectivos, 11 por cento contratados e dois por cento avençados. Quanto ao inventário, o presidente afirmou que o documento aprovado não consagra todo o património da câmara porque há muitos prédios que ainda não estão registados na Conservatória do Registo Predial em nome do município O autarca recordou até que teve de ser feita uma escritura de justificação para registar o edifício dos Paços do Concelho que foi recuperado e será reaberto na totalidade no dia 25 de Abril. Por outro lado, há várias obras que ainda não estão inventariadas como a zona ribeirinha de Benavente que ainda não está concluída.O inventário aprovado aponta para um activo líquido de bens do domínio público na ordem dos 17 milhões e 250 mil euros e um activo bruto de 20 milhões e 467 mil euros. Quanto aos imobilizados corpóreos e não corpóreos totalizam 33 milhões de euros. Inventário, prestação de contas e relatórios de actividades serão agora debatidos e votados na assembleia municipal na quinta-feira, 27 de Abril. Na altura, será também analisada e votada a segunda revisão orçamental aprovada por unanimidade na sessão de câmara.
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