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Cavalaria preparada para a mudança

Cavalaria preparada para a mudança

EPC vai apresentar plano para minimizar transtornos causados a militares e funcionários

No dia em que se comemoraram os 116 anos da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, o comandante da unidade mostrou-se preparado para a transferência da unidade.

Edição de 26.04.2006 | Sociedade
A Escola Prática de Cavalaria (EPC) está a estudar um plano com vista a minimizar os transtornos dos militares e funcionários da unidade provocados pela transferência da EPC de Santarém para Abrantes. No dia em que se comemoraram os 116 anos desta escola do Exército, a 20 de Abril, o comandante da unidade, coronel Tiago Vasconcelos, disse estar preparado para apresentar soluções na altura certa. Tiago Vasconcelos considerou que esta é a principal preocupação resultante da transferência da EPC. Já que afecta 22 funcionários civis e 150 militares, dos quais 60 do quadro permanente, que residem na zona de Santarém. “Estaremos preparados para fazer algumas propostas que minimizem eventuais transtornos de natureza pessoal”, sublinhou o coronel no seu discurso. Recorde-se que a deslocalização da EPC faz parte de uma reorganização da componente fixa (quartéis, bases, aeroportos militares) do sistema nacional, aprovada no dia 3 de Novembro de 2005, por unanimidade, pelo Conselho Superior de Defesa Nacional. A EPC vai ocupar as instalações do Regimento de Infantaria nº 2 (RI 2) que vão ficar vagas com a transferência do centro de instrução geral, que actualmente ali estava a funcionar, para Queluz (Sintra). Dirigindo-se aos militares e aos convidados presentes, Tiago Vasconcelos referiu que a data da transferência da unidade ainda não está definida. E encarou a mudança com naturalidade. Com a mudança em perspectiva evitaram-se os gastos com a manutenção das instalações. Segundo o comandante racionalizou-se o espaço com vista a obter alguma poupança, considerando que não fazia muito sentido investir na componente fixa. Mesmo assim optou-se por utilizar uma parte das poupanças na melhoria das instalações das praças que precisavam de obras urgentes. As energias e as verbas disponíveis têm sido assim canalizadas para a melhoria da instrução ministrada pela escola e para a modernização tecnológica. Nesse sentido, anunciou Tiago Vasconcelos, aumentou-se e modernizou-se o parque informático e alargou-se o número de pontos de acesso à Internet dentro da unidade. O coronel anunciou também a recente criação de um núcleo de investigação e reflexão de questões técnicas militares. Responsável por comunicações que visam a valorização e a actualização permanente do corpo de instrutores da escola. Visa também elaborar pareceres sobre questões relacionadas com a EPC ou o Exército. Esta não é a primeira vez que a Escola Prática de Cavalaria muda de casa. Entre 1890 e 1902 a EPC esteve localizada em Vila Viçosa, mudando depois para Torres Novas, onde permaneceu até 1957. Ano em que é instalada em Santarém. A Escola Prática de Cavalaria foi criada por decreto de 17 de Abril de 1890, tendo sido definido como patrono da arma de cavalaria Joaquim Mousinho de Albuquerque.
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