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Vinha impede alcatroamento de estrada

Vinha impede alcatroamento de estrada

Presidente da Junta de Alviobeira diz ter provas de que o caminho é público

A plantação de uma vinha junto à via pública está a pôr em causa o alargamento e alcatroamento de uma estrada na freguesia de Alviobeira, Tomar.

Edição de 26.04.2006 | Sociedade
A vinha foi plantada há um ano e desde então que o presidente da Junta de Freguesia de Alviobeira, Tomar, não tem tido descanso. Porque a sua plantação inviabiliza o alargamento e alcatroamento de um caminho vicinal.A via pública passa a meio do terreno onde a vinha está plantada e a sua proprietária aproveitou todo o espaço disponível para colocar as videiras novas, que vão para além do marco onde está instalada a puxada de água dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Tomar.As mangueiras do próprio sistema de rega da plantação foram enterradas na beira da estrada, impedindo a junta de fazer valetas. “Se vier aqui uma máquina fazer as valetas rebentamos com as condutas de rega”, diz o presidente da junta.Fernando Nunes quer alcatroar o caminho, com uma extensão de cerca de 300 metros, que entronca com a estrada de ligação a Ferreira do Zêzere, para aproveitar o “embalo” da repavimentação de algumas vias ali próximas, danificadas no âmbito da construção da variante à EN278, inaugurada este mês.“A Construtora do Lena vai alcatroar as estradas que danificou e, nessa altura, avançava-se com este pedaço, que beneficia algumas famílias”, refere o presidente da junta.O autarca já tentou de tudo com o filho da proprietária do terreno, mas sem êxito. “Ele diz que a estrada faz parte do terreno e que não altera nada”, afirma Fernando Nunes, acrescentando ter provas cadastrais em como o caminho é vicinal e público.José António Rita, que se candidatou a fundos do IFADAP para fazer a plantação, prefere manter-se em silêncio sobre o assunto. Em declarações ao nosso jornal, o filho da proprietária do terreno referiu não estar disponível para “alimentar polémicas”, considerando que o caso “não merece comentários”. Sem conseguir chegar a um entendimento com o dono da vinha, o presidente da junta enviou, em Agosto do ano passado, um ofício à Câmara de Tomar, dando-lhe conta da situação e pedindo-lhe que actuasse.Como não tenha obtido resposta insistiu com novo ofício, em Fevereiro deste ano, relatando que a dita plantação põe em causa o alcatroamento do caminho e denunciando que o sistema de rega foi colocado no espaço destinado às valetas.Sem qualquer resposta do executivo, e vendo o tempo passar sem resolver a questão, o autarca levou o caso à última assembleia municipal, questionando directamente o presidente do município sobre a demora na resolução do problema. António Paiva respondeu que iria mandar um fiscal da câmara ao local mas o presidente da junta não se mostra convencido. “Só quero que seja reposta a legalidade para eu poder alcatroar a estrada. Não me parece que esteja a pedir muito”, finalizou o presidente da Junta de Alviobeira.Margarida Cabeleira
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