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Eficácia ofensiva

Cartaxo venceu em Samora Correia e deu passo de gigante para a subida

A vitória por 3-0, em Samora Correia, e a derrota do Fazendense no Tramagal deram um fôlego maior ao Sport Lisboa e Cartaxo que, a quatro jornadas do fim, tem cinco pontos de vantagem sobre a formação de Fazendas de Almeirim. A subida está cada vez mais perto.

Edição de 03.05.2006 | Desporto
O goleador Hugo, aos 28 minutos da primeira parte, abriu as portas a uma vitória tranquila do Samora Correia sobre o Cartaxo, por 3-0. O triunfo dos actuais líderes do campeonato aceita-se perfeitamente para o que se passou em campo, com os cartaxeiros a dominarem de princípio a fim, apesar do Samora nunca ter entregue o jogo, nem mesmo depois de estar a perder.Antes do primeiro golo Hugo já tinha falhado uma oportunidade flagrante, rematando em jeito ao ângulo superior direito da baliza do Samora, mas com o guarda-redes Sérgio Antunes a defender para canto. Na sequência do lance Hugo ficaria magoado e ao intervalo seria mesmo substituído.Outro dos heróis do jogo foi o jovem lateral direito Pipas. Aos 48 minutos da primeira parte, numa altura em que jogava a médio esquerdo porque não estava a cem por cento, depois da entrada dura de um adversário, ganhou a bola a meio campo, correu 20 metros, entrou na grande área e bateu Sérgio pela segunda vez.Com a temperatura a rondar os trinta graus em Samora, o jogo caiu de qualidade e a segunda parte teve pouca história. A três minutos do final do jogo, quando o Samora procurava o tento de honra, Telmo Oliveira e Gabriel protagonizaram uma boa jogada pelo lado esquerdo, com a bola a ressaltar para Bruno Brito, que, no centro da área, teve tempo para tudo e fez o 3-0 final.O jogo, embora maioritariamente jogado com fair-play, teve lances muito duros, que o árbitro deixou passar sem castigo disciplinar. José Morgado só foi rígido quando os jogadores se dirigiram a si, por palavras. Quando se agrediram, e houve pelo menos três lances muito duros por parte dos jogadores do Samora, fez vista grossa. Um critério a rever.“Ainda nada está ganho”O treinador do Cartaxo, Rui Santos, depois de saber da derrota do Fazendense, recusa embandeirar em arco. E apesar dos cinco pontos de vantagem sobre a equipa de Fazendas de Almeirim, garante que nada está ganho e que vai haver campeonato até ao fim.Segundo afirmou, o Cartaxo ainda não encomendou as faixas de campeão. “Não escondo que as coisas agora estão melhor para nós, mas ainda é muito cedo para entrar em euforias”, referiu enquanto apelava à concentração dos seus jogadores.Para Rui Santos o que aconteceu ao Fazendense, também pode acontecer ao Cartaxo. “A situação é agora mais favorável e somos ainda mais favoritos, mas penso que o jogo de domingo no terreno pelado do União Figueirense pode ser decisivo. Mas até lá, volto a dizer que é preciso muita concentração e humildade, para conseguirmos atingir os nossos objectivos. Espero que não haja escorregadelas. Cada jogo tem as suas dificuldades”.Sobre o jogo com o Samora, o treinador do Cartaxo considera que a sua equipa não teve uma prestação tão boa como na semana anterior em Mação, mas pensa que ao longo dos 90 minutos a sua equipa foi a única a criar ocasiões de golo. “Fomos mais uma vez fortíssimos a defender e tivemos sempre o jogo controlado”, acrescentou.José Nunes continua em SamoraJosé Nunes vai continuar a treinar o Samora Correia na próxima época. O treinador já conversou com a direcção, que o convidou, tendo ele aceite de imediato. “A maior parte dos jogadores vai ficar mas vamos tentar reforçar a equipa dentro do possível até porque o campeonato vai ser muito competitivo na medida em que os seis primeiros vão para uma série e os outros para outra. Vamos tentar fazer uma equipa mais coesa e mais forte em todos os sectores”, resumiu.Quanto ao jogo com o Cartaxo, José Nunes considera que pelo que as duas equipas jogaram o resultado foi um pouco pesado, mas muito por culpa de erros da sua equipa. “Tivemos erros, sobretudo no primeiro e no segundo golo, que são erros que não podem acontecer. Aquele golo de uma bola parada para dentro da pequena área e ninguém aparece para marcar e depois o segundo é o guarda-redes que mete a bola no adversário que fez o golo”, lamentou.Na segunda parte a equipa tentou tudo, arriscou e o terceiro golo surgiu com alguma naturalidade. Mas a minha equipa jogou o futebol possível, não nos remetemos à defesa e podíamos ter marcado pelo menos um golo.

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