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Corre mundo à procura de oportunidades

Edição de 03.05.2006 | Entrevista
Quando percebeu as limitações do mercado português Sebastião Alves partiu à descoberta de um mundo novo na África, Ásia e Médio Oriente. Poucos meses depois de tomar as rédeas da empresa arrancou com a internacionalização da pequena farmácia.As viagens começaram em 1948. Primeiro rumou a Tanger. No ano seguinte já enviava mercadoria para agentes na Guiné, Cabo Verde, Angola e Moçambique.“Vi que não havia medicamentos no mercado. De ninguém. A indústria portuguesa tinha-se desenvolvido durante a guerra com as deficiências de mercado que isso deixa prever e tinha poder. Eu para trabalhar com uma farmácia falida não queria ir pedir dinheiro aos sócios. Tinha que trabalhar com a prata da casa”, recorda o empresário. Passou por Tânger, Dakar e Bissau. A viagem foi feita num avião bimotor Dakota que tinha feito a guerra. Durante quatro meses percorreu terras de África e Ásia. Calcorreou Angola e o Congo Belga. Deixou um agente estabelecido na Nigéria. Outro na Costa do Marfim. Foi à África do Sul. Percorreu Moçambique, Tanzânia, Quénia e conheceu o Cairo onde regressou várias vezes. Rumou a Singapura, Paquistão, Teerão, Bagdad, Damasco e Beirute. Conheceu Bombaim e Calcutá. “Chocou-me a multidão de Indianos a banhar-se no rio e os cadáveres que lançavam ao rio a passar ali”, recorda à distância de muitas décadas.Nunca tinha estudado Inglês. Para a comunicação em viagem valeu-lhe a linguagem gestual e o convívio com missionárias no Hotel de Lisboa, onde residiu durante seis anos. Ia sozinho nas viagens. A família só surgiu aos 34 anos, altura em que se casou.

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