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Já há dinheiro para pagar dívidas

Já há dinheiro para pagar dívidas

Orçamento da Câmara de Santarém passa na assembleia

A aprovação do orçamento vai permitir à autarquia começar a liquidar dívidas antigas a fornecedores, colectividades, associações e juntas de freguesia.

Edição de 03.05.2006 | Política
O plano de actividades e o orçamento do município de Santarém para 2006 foram aprovados na noite de quinta-feira, em sessão da assembleia municipal, com os votos favoráveis do PSD. As bancadas do PS e da CDU, que juntas têm maioria no plenário, abstiveram-se dando o benefício da dúvida à gestão PSD. O eleito do CDS/PP votou favoravelmente, enquanto o único voto contra foi do eleito do Bloco de Esquerda.O vice-presidente da Câmara e titular do pelouro das finanças, Ramiro Matos (PSD), repetiu o que já havia dito durante a discussão no executivo: o orçamento, no valor de 69 milhões de euros, tem como principal prioridade liquidar parte das dívidas do município e assim aliviar a sua gestão corrente.O PS manifestou reservas quanto à intenção do PSD em criar três empresas municipais – que está vertida no texto introdutório ao orçamento assinado por Ramiro Matos – dizendo que só deixará passar a Sociedade de Reabilitação Urbana. Contra as empresas municipais manifestou-se igualmente o eleito do Bloco de Esquerda, Pedro Malaca, que assentou sobretudo nessa posição a justificação para o seu voto contra.A abstenção da bancada da CDU deveu-se ao “benefício da dúvida que neste primeiro ano de mandato não pode deixar de conceder”. Mas Vítor Alves afirmou que gostaria de ver reflectido os documentos um esforço de descentralização de competências e meios para as juntas de freguesia, bem como um maior apoio às pequenas colectividades em detrimento dos “futebóis semi-profissionais”.O eleito do CDS/PP, Aires Lopes, votou favoravelmente o “orçamento possível” e na sua declaração de voto afirmou que “já chega de ver o concelho parado” e que “o que conta são as pessoas que estão lá fora”.Do montante global do orçamento, 37,3 milhões estão previstos para investimento e 31,8 milhões de euros destinam-se a despesas correntes. Para financiar esses custos, a Câmara de Santarém estima arrecadar 41,8 milhões de euros de receitas correntes e 27,3 milhões de receitas de capital.Na mesma sessão foi ainda aprovado, por unanimidade, o orçamento dos Serviços Municipalizados.
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