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Bombeiros de Samora em risco de perder quartel

Bombeiros de Samora em risco de perder quartel

Imóvel foi vendido para construir novo espaço que não avançou

Os bombeiros de Samora podem ficar sem quartel se o Governo não cumprir o protocolo assinado há mais de um ano. O imóvel e o terreno anexo foram vendidos e têm de ser entregues no próximo ano.

Edição de 03.05.2006 | Sociedade
Os bombeiros de Samora Correia alertam para o risco de ficarem sem quartel, já que o edifício está vendido a um privado e o Estado ainda não cumpriu um protocolo assumido para a construção de um novo equipamento.Segundo Miguel Cardia, comandante dos bombeiros de Samora Correia e vereador da Câmara de Benavente, trata-se de uma situação “muito preocupante” porque a tutela ainda “nada fez” para cumprir um protocolo assinado em Janeiro de 2005, ainda pelo anterior Governo.“Nada temos a ver com a mudança dos Governos mas precisamos de ter uma solução”, considerou o comandante da corporação, que manifestou estas preocupações numa reunião recente com o Governo Civil de Santarém “Corremos o risco da administração central não concretizar um acordo já assinado” e a partir de um de Janeiro de 2008, “o quartel será instalado debaixo da ponte do Porto Alto”, avisou Miguel Cardia.O proprietário do terreno onde está instalado o actual quartel deu um prazo até ao final deste ano para recuperar a posse da propriedade, mas já admitiu manter a cedência até ao final de 2007, uma “situação que não pode ser eterna” , acrescentou o comandante.“Acreditamos no senhor governador, que é uma pessoa muito sensível às questões dos bombeiros, mas temos de ter uma solução”, considerou Miguel Cardia, recordando que o protocolo já celebrado com o Gabinete de Estudo e Planeamento de Infra-estruturas do Ministério da Administração Interna previa uma comparticipação de 60 por cento do investimento.Já existe terreno, que recebeu pareceres positivos por parte do Serviço Nacional de Bombeiros e da Câmara de Benavente, que se comprometeu ainda em apoiar em 25 por cento o projecto.Além disso, já existe um “parecer prévio favorável” por parte do Instituto Nacional de Administração Central para a instalação futura de “um heliporto devidamente certificado”, acrescentou Miguel Cardia.“O que queremos é que a administração central assuma frontalmente o que já está protocolado” até porque “nós não temos nada a ver com as mudanças dos Governos”, reclamou o comandante dos bombeiros.Actualmente, as oito dezenas de bombeiros trabalham em condições precárias e as viaturas novas são colocadas fora do edifício por falta de espaço.Em declarações à Agência Lusa, o governador civil de Santarém, Paulo Fonseca, prometeu que o compromisso de apoio ira ser mantido pela tutela, embora o protocolo já assinado tenha de “ser reformulado e revisto”.O documento “tem de ser reavaliado em função da realidade concreta mas haverá ajudas aos bombeiros”, considerou o representante do Governo.Contudo, “o prazo que eles têm [para sair do actual quartel] é muito curto”, disse ainda Paulo Fonseca, que prometeu iniciar diligências junto da administração central para desbloquear o problema.
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