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Cidade na rua no dia da liberdade

Cidade na rua no dia da liberdade

Um mar de gente assistiu à colocação da estátua de Salgueiro Maia em Santarém

O episódio da estátua do capitão de Abril Salgueiro Maia conheceu o epílogo com a sua colocação ao lado da chaimite à entrada de Santarém.

Edição de 03.05.2006 | Sociedade
A estátua do capitão de Abril Salgueiro Maia e a chaimite onde se fez deslocar até Lisboa na madrugada de 25 de Abril de 1974 foram simbolicamente colocados no futuro jardim dos Cravos, à entrada de Santarém.Um mar de gente associou-se às comemorações do 25 de Abril na cidade e observou na rua e nas janelas de casa a estátua do capitão de Abril ser colocada e cimentada numa base de calçada, ao lado da chaimite. O conjunto foi colocado no local onde a coluna da Escola Prática de Cavalaria foi recebida em Santarém, consumado o golpe de Estado e a queda do regime. O presidente da Câmara de Santarém exultou com a adesão massiva de público às ruas para festejar o 25 de Abril e afirmou que, ao contrário do que se diz, Santarém está aberta e não fechada.Francisco Moita Flores (PSD) saudou os militares que protagonizaram a revolução comandados por Salgueiro Maia. “Marcaram as nossas vidas e contribuíram para que todos estejamos aqui. Salgueiro Maia representou e representa a memória dos homens livres”, sublinhou o autarca de Santarém. Depois de recordar o trajecto dos militares no 25 de Abril, o presidente das comemorações populares do 25 de Abril em Santarém, Madeira Lopes, enalteceu o carácter de Salgueiro Maia, a sua nobreza perante os colegas.Moita Flores e a viúva de Salgueiro Maia, Natércia Maia, colocaram um ramo de cravos aos pés da estátua onde, numa lápide, um poema de Manuel Alegre diz: “Por isso ficarás com quem vem dar outro rosto ao rosto da cidade. Diz-se o teu nome e sais de Santarém trazendo a espada e a flor da liberdade”. Natércia Maia era uma mulher sensibilizada com o simbolismo da escolha do local para colocação da estátua no local onde o seu marido foi recebido de forma apoteótica. Mas também pelo reconhecimento de tanta gente. “Ele e outros militares só criaram as condições. Cabe às pessoas fazer a diferença para que tenhamos uma democracia plena”, sugeriu. Antes, o edil de Santarém e o seu homónimo de Grândola, Carlos Beato, que como militar também integrou a coluna militar de Salgueiro Maia, descerraram a placa que assinala o local onde foi recebida a coluna militar do capitão de Abril. Moita Flores adiantou, antes da cerimónia, que o jardim dos Cravos não ficou concluído até 25 de Abril, como estava previsto, porque a máquina que levou a estátua danificaria parte do piso relvado.As bandas da Sociedade Filarmónica Alcanedense, da Sociedade Filarmónica de Instrução Musical da Gançaria, da Sociedade Musical Recreativa do Xartinho e da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense animaram a tarde de festa. Que também contou com uma interpretação especial de “Grândola Vila Morena” a cargo da girls band Aromas – na qual a filha de Salgueiro Maia canta. Ricardo Carreira
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