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Lixo à beira Tejo foi depositado pela câmara

Lixo à beira Tejo foi depositado pela câmara

Presidente admitiu na Assembleia Municipal do Cartaxo

Os resíduos continuam no local, o que contraria a recomendação da CCDRLVT que deu um mês para a sua remoção.

Edição de 03.05.2006 | Sociedade
O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), reconheceu esta sexta-feira, durante a assembleia municipal, que foram os serviços camarários a transferir o lixo depositado no caminho de Meias para uma zona ribeirinha do Tejo, ambos os locais na freguesia de Valada. A autarquia demorou cerca de um mês a admitir que tinham sido os seus serviços a realizar a intervenção, conforme O MIRANTE já havia relatado. “Foi considerado o melhor local nessa altura. Concertámos posições com a junta de freguesia e não me parece que haja um dano ambiental grave”, opinou Paulo Caldas.Uma solução que mereceu o voto de protesto da Assembleia de Freguesia de Valada realizada quinta-feira. Durante a assembleia municipal, o presidente da Junta de Valada, Manuel Fabiano (PS), acrescentou que a separação de lixos não foi bem efectuada, tendo aparecido plásticos entre os resíduos.O lixo era composto por entulhos de obras, terra, mas também vários objectos em plástico colocados atrás do campo de futebol de Valada, junto ao parque de merendas. Recorde-se que, como O MIRANTE noticiou na edição de 29 de Março, a partir de denúncia de populares, a Câmara do Cartaxo realizou essa “operação” uma semana antes da realização do Quilómetro Lançado de Valada na EN 3-2, junto ao caminho de Meias. E que técnicos de ambiente Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) deram à autarquia um mês para remover o lixo do local. Uma recomendação que não foi cumprida.
Lixo à beira Tejo foi depositado pela câmara

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