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Pediu uma ambulância e veio uma carrinha

Pediu uma ambulância e veio uma carrinha

Habitante de Curvaceiras, Tomar, não se conforma com situação

Um cidadão de Tomar pediu uma ambulância para transportar uma idosa em cadeira de rodas ao hospital de Torres Novas e mandaram-lhe uma carrinha de nove lugares.

Edição de 03.05.2006 | Sociedade
Manuel José Lopes nem queria acreditar quando, em vez da ambulância que tinha pedido, viu chegar uma carrinha de nove lugares para levar a sogra, operada a uma perna, ao hospital de Torres Novas.“Se era para ir numa carrinha de nove lugares não era preciso chamar os bombeiros, eu próprio levava a minha” diz o genro de Maria Carolina Mendes, apontando para a Toyota Hyace estacionada na garagem de sua casa, em Curvaceiras, Tomar.Na segunda-feira, 24 de Abril, Manuel José Lopes dirigiu-se aos Bombeiros Municipais de Tomar com uma requisição de transporte, passada pelo hospital, para solicitar o envio de uma ambulância a sua casa, dois dias depois.Referiu que a doente a ser transportada era uma pessoa idosa, com 81 anos, que tinha partido uma perna e que necessitava de ir em cadeira de rodas. A requisição foi aceite e a informação anotada.No dia seguinte, feriado, o morador de Curvaceiras recebeu uma chamada dos bombeiros de Tomar avisando-o que quem iria fazer o serviço seria a corporação de Ferreira do Zêzere.À hora combinada – 9 da manhã de quarta-feira, dia 26 – Manuel José Lopes viu chegar uma carrinha Mercedes de nove lugares, “sem qualquer logótipo dos bombeiros ou inscrição de ambulância”.“Disse ao bombeiro que conduzia a carrinha que a minha sogra não estava em condições de ir naquele veículo e que o que tinha solicitado era uma ambulância com cadeira de rodas”, refere o genro de Maria Carolina Mendes.O bombeiro de Ferreira do Zêzere também foi da mesma opinião, depois de ver a paciente. E ligou para o quartel pedindo uma ambulância com cadeira de rodas. A carrinha de nove lugares seguiu para Torres Novas com um doente que já trazia do local de origem.A idosa de Curvaceiras esperou cerca de meia hora pelo seu novo transporte, tendo chegado a Torres Novas em cima da hora da consulta, marcada para as dez da manhã.Inconformado com a situação Manuel José Lopes foi na sexta-feira pedir explicações aos bombeiros de Tomar. E diz que o comandante da corporação declinou qualquer responsabilidade pelo sucedido. “Disse-me que tinha feito o seu trabalho e não tinha a culpa que os outros não o tivessem feito”.A O MIRANTE o comandante da corporação de Tomar, Manuel Mendes, afirmou que ficaria muito mais aflito se lhe tivesse sido pedida uma ambulância e ele não pudesse satisfazer o pedido. “Naquele dia tínhamos muito serviço, por isso telefonámos para várias corporações para fazerem o serviço por nós e Ferreira do Zêzere disponibilizou-se”.Manuel Mendes afirma não saber se o bombeiro de Tomar encarregue da comunicação transmitiu ao colega de Ferreira do Zêzere que a doente teria de ir em cadeira de rodas mas adianta que, “não querendo culpar ninguém pelo sucedido”, se fosse ao contrário, “os bombeiros de Tomar teriam levado sempre um veículo com, no mínimo, uma cadeira de rodas”.“O que nos foi dito pelo operador de comunicações de Tomar é que o doente caminhava para a ambulância” contrapõe Pedro Mendes, segundo comandante dos Bombeiros de Ferreira do Zêzere.Que justifica assim o envio da carrinha de nove lugares que, diz, está classificada como ambulância de transporte múltiplo, “um veículo perfeitamente adequado para transporte de pessoas sentadas”.“O importante é que o transporte foi assegurado à senhora, com a ida de outra ambulância”, ressalva Pedro Mendes. Margarida Cabeleira
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