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Transportes públicos não respondem às exigências

Transportes públicos não respondem às exigências

Município apresenta “Estudo de Mobilidade e do Sistema de Transportes de Abrantes”

O município quer melhorar a resposta dos transportes públicos para convencer os automobilistas a deixarem o carro em casa.

Edição de 03.05.2006 | Sociedade
Responder à nova realidade da cidade de Abrantes, adequando o serviço de transportes públicos às actuais necessidades da população foi a premissa que levou o município a avançar para o “Estudo de Mobilidade do Sistema de Transportes de Abrantes”, apresentado a 19 de Abril.O estudo executado pela empresa Trageo – Estudos e Projectos de Transportes tem por base o Relatório de Propostas de Mobilidade Urbana e Suburbana de Abrantes e prevê a alteração dos circuitos dos transportes públicos urbanos, a cargo da Rodoviária do Tejo, e a sua articulação com os taxistas da cidade, com os quais a câmara pretende estabelecer parcerias de trabalho. O centro histórico, a zona industrial, o hospital, as escolas e as áreas comerciais, são as zonas mais privilegiadas no estudo, apesar de ser também referenciada a necessidade de rever as ligações entre a cidade de Abrantes e outras zonas do concelho, designadamente Alferrarede. O acesso ao novo cemitério de Santa Catarina, ao AquaPolis, à Cidade Desportiva e ao parque urbano Ribeirinho estão também entre as alterações previstas. O largo 1º de Maio deverá servir de ponto de partida e chegada dos autocarros, funcionando como “placa de articulação”, entre os transportes.O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Nelson Carvalho (PS), pretende que a melhoria da frota de transportes públicos convença os automobilistas a deixar o carro em casa, dando uso às alternativas apresentadas pelo sistema de transportes urbanos.“Se queremos que as pessoas utilizem os transportes públicos, temos de lhes oferecer condições para que tal aconteça. Temos de lhes dar qualidade. Só assim é que lhes podemos pedir que diminuam o uso do seu transporte particular”, diz o autarca. É nesse sentido que surge a urgência de redefinir o serviço de transportes públicos de Abrantes, que segundo o relatório apresentado, já não corresponde totalmente às exigências dos seus utilizadores.“Comparativamente com outras cidades da região estamos muito bem servidos, mas obviamente que há situações que têm de ser revistas. A cidade cresceu muito e os problemas de mobilidade tornaram-se diferentes. Hoje não temos só o centro histórico, temos novos pólos de atracção que têm de ser tidos em conta”, refere Nelson Carvalho.As principais dificuldades dizem respeito ao estrangulamento do trânsito no centro histórico da cidade, mas passam também pela deficiente articulação dos transportes urbanos e suburbanos e pela complexidade de horários, especialmente ao fim-de-semana.Carla Paixão
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