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Vendedores queixam-se das condições precárias

Edição de 03.05.2006 | Sociedade
Se as queixas dos lojistas não são poucas, os vendedores que têm as suas bancas no interior do Mercado Municipal de Torres Novas também não são brandos nas críticas que fazem ao projecto do novo mercado. Queixam-se especialmente da falta de condições das bancas, não entendem como é que não foi pensada uma entrada pela frente do mercado, ao invés das duas entradas laterais, e lamentam a falta de estacionamento.“Isto é uma miséria. Toda a gente se queixa e com razão. É um mercado novo, mas não tem condições nenhumas. Se quero lavar uma alface, como não tenho esgoto, a água corre toda para o meio da praça. A obra foi muito mal feita”, lamenta Maria Adelaide, vendedora de hortaliças.Maria Jesuína vende frutas e hortaliças no mercado de Torres Novas há mais de trinta anos. Na altura em que mudou para as novas instalações previu um futuro risonho, mas a verdade é que hoje não tem grandes motivos para sorrir e garante que já tem “muitas saudades do mercado velhinho”. Para além do negócio já ter visto melhores dias, também não percebe “como é que um mercado novo tem tantos problemas”, e não oferece condições aos vendedores para fazerem a venda dos seus produtos dentro da lei.“Eu sei bem que é proibido ter os produtos em contacto com o chão, mas como a minha banca não tem base de segurança, acabo sempre por ter caixotes no chão. Não tenho outra hipótese”, confessa Maria Jesuína.O mesmo problema levou alguns dos vendedores a ter de acrescentar as bancas para precaver a qualidade dos produtos. Tiveram de gastar dinheiro do seu próprio bolso. E como os materiais utilizados não foram os mesmos, as bancas deixaram de ter características uniformes.Na zona da venda de peixe os problemas continuam. Só há bem pouco tempo é que as bancadas de pedra foram substituídas pelas de inox e colocadas pias com chuveiro para lavar e escamar o peixe. E, mesmo assim, as alterações feitas não são as suficientes para garantir as condições necessárias. “As bancadas não fazem o escoamento de águas. A água escorre toda para o chão e há dias em que chega até às bancas da fruta. Puseram ali uns canos, mas não os ligaram, por isso não funcionam”, conta Fernando Álvaro, vendedor de peixe.E as queixas terminam com a referência às casas de banho do Mercado Municipal de Torres Novas. Dizem os vendedores que são insuficientes e que não servem as necessidades de quem ali tem de permanecer durante várias horas seguidas. A solução, pelo menos para os homens, surge muitas vezes nas paredes do lado de fora do mercado ou dos prédios vizinhos.

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