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A tertúlia do mata cavalos

A tertúlia do mata cavalos

Família homenageia campino falecido o ano passado

Cumpriu-se o desejo do campino António Manuel Caetano. A tertúlia do mata cavalos abriu as portas no centro de Vila Franca de Xira.

Edição de 10.05.2006 | Cultura e Lazer
Foi para manter a memória do campino António Manuel Caetano viva entre os vilafranquenses que a família decidiu fundar uma tertúlia em sua honra. “O Mata-Cavalos”, a alcunha por que era conhecido o campino da Companhia das Lezírias, foi o nome escolhido para o espaço que recorda uma das mais carismáticas figuras de Vila Franca de Xira. António Manuel Caetano faleceu em Março do ano passado, aos 54 anos, vítima de acidente vascular cerebral. O seu desaparecimento surpreendeu toda a região onde o campino era conhecido pela sua participação nas maiores festas de Vila Franca, Santarém, Alcochete ou Azambuja. Em 2004, o campino foi homenageado no Colete Encarnado, em Vila Franca.Sónia Mateus, filha de António Caetano, recorda o pai como “um homem do campo, um grande campino que tinha muito orgulho na farda que vestia”. O campino era também “um grande orgulho para as filhas”. Sónia Mateus lembra, emocionada, as vezes em que chegava a casa com a irmã e na entrada estava o prémio conseguido pelo pai nesse dia. “Ele sabia que nós éramos umas filhas babadas”, diz.A ligação de António Manuel Caetano ao campo foi um legado do pai, que perdeu tinha apenas cinco anos. Aos nove anos abandonou a escola e passou a dedicar-se de corpo e alma àquilo que mais gostava: trabalhar no campo.A ideia de fundar uma tertúlia em homenagem a António Caetano partiu do próprio que ainda em vida havia manifestado esse desejo. O espaço agora aberto no centro de Vila Franca, na rua Comendador Miguel Esguelha, dá assim cumprimento a um sonho do campino.A escolha do espaço não foi fortuita. Sónia Mateus explica que teria que ser no coração da cidade, pelas ruas por onde tantas vezes vagueou indo de tasca em tasca para os seus apreciados petiscos e convívios. A decoração da tertúlia também não foi deixada ao acaso. As paredes foram pintadas com o vermelho e o amarelo da praça de touros Palha Blanco e o bar apresenta a forma de um burladero. Objectos pessoais do campino, como as meias, os estribos e uma manta, fotografias de António Caetano nas lides de campino e de outras figuras da tauromaquia da região preenchem as paredes. Entre elas encontram-se também fotografias do campino com os netos, por quem era apaixonado.A Tertúlia “O Mata-Cavalos” vai estar aberta durante os fins-de-semana e no Colete Encarnado, para que os vilafranquenses possam recordar e honrar a figura e os feitos de António Manuel Caetano.
A tertúlia do mata cavalos

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