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Formar homens e mulheres

Secção de Karate do Futebol Clube Goleganense ajuda a apurar a concentração

Com apenas dez alunos, a secção de karate do FC Goleganense quer crescer em número de atletas e na qualidade do trabalho.

Edição de 10.05.2006 | Desporto
Mais do que competir, a Secção de Karate do Futebol Clube Goleganense pretende ajudar a fazer a formação de homens e mulheres. A competição vem por arrasto. Mas apesar disso, os jovens que treinam duas vezes por semana no Pavilhão Municipal da Golegã, tiveram um excelente comportamento no recente Campeonato Regional do Centro.Mestre Carlos Oliveira é o instrutor e o principal mentor da criação da Secção, que segundo ele surgiu para suprir uma lacuna desportiva no concelho. “Não existia na Golegã qualquer modalidade do género, e havia alguma procura. Por incentivo da Associação Regional do Centro, criámos a secção”.Carlos Oliveira é natural da Golegã mas era mestre no União de Futebol do Entroncamento, onde já havia goleganenses a praticar. “A minha ligação ao União não se perdeu, pelo contrário, há uma excelente conjugação de esforços entre nós, a União e a Secção do Torres Novas, que lutam conjuntamente por um karate cada vez melhor na região”, garantiu.A aceitação dos jovens da Golegã foi muito boa no início, mas por vários motivos, o número de alunos tem vindo a decrescer. Neste momento são 10 pessoas a praticar mais assiduamente. “É necessário aumentar o número de jovens mas os que aqui andam são bons e as prestações a nível competitivo têm sido excelentes”, afirmou Carlos Oliveira.A diminuição do número de jovens a praticar karate deve-se, segundo Carlos Oliveira, ao futebol, mas também a uma menor publicitação da modalidade. “O futebol é uma modalidade com mais visibilidade e por isso é mais procurado pelos jovens, mas também temos tido alguma dificuldade em fazer passar a mensagem de que existe uma escola de karate na Golegã”, referiu.Existe também entre os familiares dos jovens a ideia de que o karate é uma modalidade violenta. “Nada mais errado. O karate não tem nada de violento e é importante para desenvolver os níveis de concentração e físicos dos jovens. Temos aqui crianças que tinham alguma dificuldade nas aulas e hoje estão muito melhor”, garantiu Carlos Oliveira, com a esperança de ver aumentar o número de jovens a praticar a modalidade na Golegã.

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