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Escola Superior de Gestão de Tomar criou conselho consultivo

O primeiro passo foi a criação do conselho consultivo e o objectivo é desenvolver de forma mais intensiva uma política de interacção “com as forças vivas da região” que venham a resultar em acções conjuntas para promoção e desenvolvimento da região.

Edição de 10.05.2006 | Economia
Para a directora da Escola Superior de Gestão de Tomar (ESGT), que integra o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), a escola quer criar condições aos seus licenciados para que privilegiem a fixação na região e possam ali criar riqueza e, em simultâneo, tornar a zona geográfica onde o IPT está inserido num pólo de atracção para quadros técnicos. Para fazer mais e melhor investigação.“Os objectivos a que nos propomos são exigentes e ambiciosos”, admitiu Conceição Grade na abertura, segunda-feira, da II Semana de Gestão, adiantando que pretendem alcançá-los com o estabelecimento de parcerias com entidades locais, regionais, nacionais e estrangeiras cujas reconhecidas competências trazem a complementaridade necessária ao êxito da iniciativa.Foi por isso e para isso que foi constituído o conselho consultivo da ESGT. Um conselho tão representativo levou o presidente do IPT, Pires da Silva, a congratular-se por a escola superior de gestão “ter subido a fasquia muito alto”, revelando ter plena consciência do momento menos bom que o ensino superior atravessa.Os mais velhos também não foram esquecidos neste plano de acção, com a criação dos chamados cursos seniores, que se pretende que funcionem como “uma escola de formação ao longo da vida”, mantendo um elo de ligação com os licenciados.Às certezas da directora da escola, o presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), convidado para a abertura, falou das dúvidas políticas e económicas que se irão levantar no próximo quadro comunitário de apoio, denominado QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional.António Paiva ressalvou que os alunos devem estar atentos ao que se irá passar com os planos de desenvolvimento regional, particularmente com o Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT), onde serão discutidos os projectos das autarquias, dos institutos politécnicos e das entidades privadas do Médio Tejo, Lezíria e Oeste.O autarca afirmou ainda estar apreensivo relativamente às políticas regionais do actual Governo. Quais as funções das Comunidades Urbanas e qual o papel dos concelhos, das entidades supra-municipais e dos organismos descentralizados da Administração Pública na geopolítica do PS.“Queremos saber o que o IPPAR quer fazer e tem a dizer sobre o Convento de Cristo, o que é que a Direcção Geral de Saúde pensa fazer com os três hospitais do Médio Tejo ou quais são as directrizes da Direcção Geral de Florestas em relação à mancha florestal desta região”, ressalvou o autarca.
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