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A incerteza sobre o futuro

Edição de 10.05.2006 | Sociedade
Ana Cristina Canteiro, 40 anos, senta-se à porta das instalações da Gesqua, num pavilhão pré-fabricado, à entrada da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima, Azambuja. O plenário entre trabalhadores e sindicato, marcado para a tarde de sexta-feira, está prestes a começar. Na carteira traz a informação oficial do despedimento e uma bomba ventilan que começou a usar depois dos problemas respiratórios a atingirem.Desde que começou a sentir dores de cabeça, irritação na garganta e náuseas o seu sistema nervoso também nunca mais foi o mesmo. É uma das funcionárias que se encontra dispensada do trabalho desde Fevereiro por indicação médica do clínico contratado pela Gesqua, que tem apoiado os funcionários.A mulher, residente no concelho do Cartaxo, trabalhava há seis anos na empresa. Tal como muitos dos 70 trabalhadores da empresa subcontratada pela CLC para o enchimento das botijas de gás, já começou a procurar emprego. Mas está limitada a algumas actividades. Não poderá voltar a trabalhar com produtos químicos ou cheiros intensos. Tal como Isabel Marques, 33 anos, moradora em Alcoentre. O desemprego e os problemas respiratórios pairam agora na sua vida. Se quiser voltar a trabalhar na actividade terá que usar máscara de protecção. Isabel Marques espera continuar a usá-la no sítio onde trabalha há já seis anos.Há alguns meses a empresa Gesqua dispensou sete operários e condicionou a actividade a outros tantos funcionários para minimizar os problemas de saúde, como explicou ao nosso jornal o gerente da firma, Luís Pereira, que não se quis alongar sobre o assunto.Quem não tem esperança de vir a ser reintegrado na empresa que substituirá a Gesqua na prestação de serviços à CLC é Nuno Penedos, 30 anos, morador em Azambuja.O delegado sindical tem dado a cara na defesa dos direitos dos trabalhadores. Depois de 10 anos a laborar na central de combustíveis o jovem prepara-se agora para engrossar também a lista dos desempregados em Portugal.

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